segunda-feira, dezembro 31, 2007

Previsões

Um assombro, assim defino meu futuro imediato. Cunharei minhas moedas nas calejadas mãos, estendidas em súplica. Sofrerei as dores, físicas e metafísicas, do parto criativo. Pregado, à cruz urbana de minhas ansiedades, perdoarei meus pecados. E amaldiçoarei meus inimigos. Sim, sou vingativo e rancoroso. À moda antiga. Duelo permanente, com minha insana mente. Entoarei canções burlescas, nas mesas dos bares. Erguerei brindes aos que se foram e aos que virão. Amarei minhas mulheres. Ardor e paixão serão minhas sinas. Lavarei os lençóis, manchados com o despejado amor, em sabão em pó. Açoitado, não dobrarei meus joelhos. A cada vívido dia vivido, irei agradecer. E, no fim dos tempos, serei julgado e condenado.

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Hoje, cumprindo sua promessa, o grande mago Heitor Caolho, o maior representante do esoterismo oportunista e presidente perpétuo Hector Hereeye Foundation, faz suas previsões para o ano vindouro. Leiam todas elas AQUI.

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quinta-feira, dezembro 27, 2007

Mostra Plural

Hoje estou AQUI. Prestigiem.

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terça-feira, dezembro 25, 2007

Um natal esotérico oportunista




Como o maior mago esotérico oportunista em atividade no mundo, gostaria de compartilhar AQUI os mimos que recebi em apreço por meu magnífico trabalho no campo do divino nirvânico. E, também, minha mensagem de natal.

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Quero agradecer as visitas e os comentários tão legais que vocês vêm deixando aqui. Estou em viagem até o dia 27/12 e com uma conexão sofrível, o que tem me impedido de visitar a todos.

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sábado, dezembro 22, 2007

Feliz Natal




Papai Noel entrou pela porta dos fundos
(no Brasil as chaminés não são praticáveis),
entrou cauteloso que nem marido depois da farra.
Tateando na escuridão torceu o comutador
e a eletricidade bateu nas coisas resignadas,
coisas que continuavam coisas no mistério do Natal.
Papai Noel explorou a cozinha com olhos espertos,
achou um queijo e comeu.

Depois tirou do bolso um cigarro que não quis acender.
Teve medo talvez de pegar fogo nas barbas postiças
(no Brasil os Papai-Noéis são todos de cara raspada)
e avançou pelo corredor branco de luar.
Aquele quarto é o das crianças
Papai entrou compenetrado.

Os meninos dormiam sonhando outros natais muito mais lindos
mas os sapatos deles estavam cheinhos de brinquedos
soldados mulheres elefantes navios
e um presidente de república de celulóide.

Papai Noel agachou-se e recolheu aquilo tudo
no interminável lenço vermelho de alcobaça.
Fez a trouxa e deu o nó, mas apertou tanto
que lá dentro mulheres elefantes soldados presidente brigavam por causa do aperto.

Os pequenos continuavam dormindo.
Longe um galo comunicou o nascimento de Cristo.
Papai Noel voltou de manso para a cozinha,
apagou a luz, saiu pela porta dos fundos.

Na horta, o luar de Natal abençoava os legumes.

Carlos Drumond de Andrade

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quinta-feira, dezembro 20, 2007

Mostra Plural & Um desafio

Hoje estou aqui. Com o terceiro capítulo, dos dezesseis previstos, de "A vida entremeada de Tita". Prestigiem.

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Querem um desafio? Então particpem do I Concurso Simplicíssimo/O Pensador Selvagem de mini-contos. Maiores informações aqui.

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quarta-feira, dezembro 19, 2007

O que ganhei

No Amigo Oculto da Lunna, quem me tirou foi a queridissima Rosa do Deserto, a Ana. Leiam aqui o que recebi de presente. Um show. Adorei Ana!!!

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terça-feira, dezembro 18, 2007

Amigo oculto revelado

Aqui fica meu presente, do amigo oculto da Lunna Guedes, para esta fruta doce e sumarenta, confundida com uma outra e muito utilizada na culinária. De cor intensa e intrigante, até prêmio leva seu nome.


Produzimos letras,
no ansioso branco
do papel, surdo
emudecido.

Entregamos a alma à escrita,
arte falada, viva arte
sob as luzes da ribalta
revivida.

Atos reais, orais,
de múltiplas linguagens,
veredas simbólicas,
encenados.

Nos palcos tornamos,
o imaginário,
na cena definitiva.


Meu carinho para a Vanessa Morelli. Espero que tenha gostado.

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Amigo Oculto - UPDATE

Fui convidado pela Lunna Guedes para participar do amigo oculto do seu excelente blog. Achei engraçado que a cada um dos participantes foi associada uma fruta. Engraçado, eu disse. Antes que comecem as piadinhas algumas informações sobre o Kiwi, o que sou na brincadeira.

O kiwi, quiuí ou quivi é um fruto comestível e possui polpa de coloração esverdeada e uma casca castanho-esverdeada a castanho-amarelada, coberta de uma espécie de micro-pêlos que lhe dão um aspecto fibroso e hirsuto. É considerado o fruto comercial com maior quantidade de vitamina C já identificado, além de ser particularmente rico em alguns oligoelementos, como o magnésio, o potássio e o ferro. Quando maduro o fruto é sumarento e macio, com um paladar e cheiro muito característicos. O fruto fornece também quantidades razoáveis de fibras solúveis, que auxiliam a diminuição dos níveis de colesterol no sangue.


O meu amigo oculto, também fruta, tem sabor suave e adocicado e é utilizado para diversas finalidades. E possui grande capacidade de propagação.

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Parafraseando o grande cientista biológico e poeta Oscar Luiz, faltam 14 dias...

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domingo, dezembro 16, 2007

Deba

O Pablo Ramada me lançou um meme-travesti, se já não bastasse ser a palavra mais viada da blogosfera. Ouçam aqui como ser mané da ilha.

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Debate

Ontem foi o tão esperado debate "Internet e poesia, isso combina?", já agradecendo o Rodrigo Capella pelo convite. O cara é demais.

O debate rolou na 22º Feira do Livro. Isso merece um aparte. Organizar uma feira é fácil. Difícil é organizar um evento cultural. E, pelo que vi, foi o caminho escolhido pelos organizadores, o mais fácil. Não consigo imaginar uma feira literária, com tantas cabeças boas participando, se não há uma agenda consistente de palestras, debates e saraus. Ficou a desejar.

E, finalmente, o debate. Além do Rodrigo, que era o mediador, participaram também a Maura Soares, presidente do Grupo de Poetas Livres além de teatróloga e escritora e o Marco Vasques, escritor e pesquisador de literatura e gerente da Fundação Cultural e, obviamente, eu, o blogueiro desconhecido.

Rodrigo é uma cara que gosta de polêmica, o que me agrada. Fez perguntas e instigou o debate. Completamente à vontade.

Pontos comuns: O escritor tem que sentir a necessidade de escrever, como parte de sua alma. A internet é um grande meio de conhecimento de poesias. E fim.

Polêmica: Aí que me surpreendi. Encastelado em citações, frases-feitas e clichês, Marco defendeu a idéia de que o leitor "é que se foda". Não está nem aí se vai vender ou não "é problema da editora". Para se situarem, sabe aquele cara que prendeu um cachorro e o deixou morrer de fome e sede? Ou então imaginem um artista que coloca um balde cheio de merda no meio de um salão da bienal. Esse é o cara. Faz parte da casta de vanguardistas pseudo-intelectuais que acreditam que poesia não é algo que leve o leitor a interpretar a seu modo. "A falta da educação impede que o leitor venha até a mim e entenda", citou. É hermético. "Poesia tem estética e regras". Típico de quem não se sente à vontade em se relacionar com seu público.

Quanto ao negócio literário. "Fulano de tal só foi descoberto anos depois de sua morte, e por acaso", citando, um renomado poeta. "Eu não me esforço mesmo para vender e foda-se".

E foi extremamente condescendente, com um comportamento mal-educado típico de quem se acha fodão.

Maura só não pulou no gasganete do sujeito por ser realmente uma dama. Ela acredita que a internet é um campo vasto a ser explorado e que o poeta/escritor tem sim que se envolver no processo comercial. Não que ele tenha que escrever sob medida para um determinado público. mas tem que saber vender seu "peixe". No que concordaram vários escritores presentes. E faz um excelente trabalho de divulgação juntamente com seu Grupo de Poetas Livres.

Eu? Bom, eu me diverti pra caralho cutucando o renomado escritor. Estou convicto que a internet, destacando os blogs, são um excelente canal para criar, evoluir e vender o que se produz. Nos blogs temos uma interação muito bacana com quem nos lê. Essa troca é importante (tirando convites para memes e entregas de indicações canhestras). Ah, eu iria ficar muito, mas muito puto se descobrissem meus escritos 150 anos depois e ficasse famoso postumamente, sem ganhar um único centavo. E tem que se vender sim. Pra que serviria então as noites de autógrafo se o escritor quer que seu público se foda?

Em tempo: Na Europa muitas editoras estão buscando escritores nos blogs de poesias e contos. Pensem nisso antes de encherem seus blogs com memes.

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Pergunta

"Eu estou me lixando para meus leitores. Eu quero que eles se fodam".

Você concordaria com isso se fosse escritor?

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Fantasma

Parido, como rejeito nasceu. Em meio ao lixo. Mais um maltrapilho. Sem esperança, enjeitado. E cresceu, sobrevivente. Sua insanidade também. Louco manso, diziam. Lutava pelos restos, sobras de outro mundo que não conhecia, não entendia. Perdia-se em sua amargura. E vivia, um pária, uma sombra pelos cantos. Acordou, certa noite, aos gritos. Uma presença. Se real ou não, jamais saberia. Matou o indesejado, matou-se em seguida. Maldito natimorto indesejado.

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Pessoal, o debate foi intrigante. Polêmico. Vou publicar sobre o assunto mais tarde ou na segunda.

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sábado, dezembro 15, 2007

Livro Aberto & Coletânea Artesanal & Esperas

Hoje estou aqui. E também aqui. E, finalmente, aqui.

E hoje é o dia do debate. Amanhã digo como foi. Aqui uma prévia no DC.

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quarta-feira, dezembro 12, 2007

Agradecimentos

Agradeço a todos que participaram da blogagem de ontem. O tema foi abordado de forma profissional, criativa e intensa. E as idéias estão anotadas para irem comigo ao debate. O mais interessante foi unir dois dos mundos que habito, o do indignado e do poeta. Valeu mesmo.

Claudia Perotti, Luma, Carmen Neves, Hemisfério Norte, Cilene Bonfim, Erika, Saramar, Luci Lacey, Renata, Tita Coelho, Lunna, Claudya, Cejunior, Ronald, Oscar, Marcos, Veridiana Serpa, SAM, Sarah K, Oscar (no Flainando), Fernando, André Wernner, Mila, Adriana.

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Aproveitando, no dia 15 de dezembro estréia a Sétima Edição do Coletânea Artesanal - em caracter especial e aproveitando as proximidades para com as festas de fim de ano. Momento este que paira no ar alguma nostalgia escolheram reverências às Lembranças... Então, você que gosta das palavras e de escrever, envie seus textos para lunnaguedes@gmail.com até o dia 14 de dezembro próximo.

No dia 30 de dezembro também em caracter especial a Oitava Edição do Coletânea Artesanal, aproveitando da celebração da chegada Ano Novo, lança o projeto "Cartas para o Amanhã" - ocasião que o Coletânea Artesanal abre espaço para você, que aprecia as palavras e não se considera poeta, escritor e tão pouco é jornalista, mas gostaria de dizer algo a alguém... Assim sendo escreva sua carta e deixe essa mensagem aos visitantes.
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E ainda dos comentários da blogagem:

"Perdi esta! por absoluta falta de tempo e de organização! mas aproveito seu post e me coloco, embora apenas em parte. Discordo de vc qdo diz que somos todos poetas. na verdade, todos temos a capacidade de carregar conosco a poesia, mas daí a transformá-la em letras existe uma grande distância. poesia é um gênero literário dos mais complexos. acho que a internet nos possibilita exercitá-lo e o fazemos bem, ainda que de forma inteiramente intuitiva. pelo menos é o que percebo na maioria dos poetas blogueiros. não me considero poeta, pq não sou um artífice do poema. eu apenas transimito o que sinto através de versos livres e intuitivos. É claro que existe uma certa qualidade tb neste nosso poetar amadorístico. e, sem dúvida, pode ser um trampolim para o trabalho pesado de construir um verdadeiro poema. eu, por mim, fico no amadorismo, viu? dá muito trabalho ser poeta! rs...
concordo inteiramente com o que vc diz sobre a necessidade de se saber aceitar críticas. é através do olhar do outro que nos vemos. é na troca que crescemos.
qto às editoras, até pouco tempo atrás eu não teria muito a dizer (mais a reclamar!). Hoje, depois de ser "descoberta" por duas, entendo o quanto é dificil para um editor lidar com uma demanda tão grande. e, reconheçamos, grande parte desta demanda é de trabalhos que não geram retorno financeiro - o que para uma empresa torna-se inviável. Enfim, acho que existem muitos bons autores, especialmente na net, que ainda não tiveram sua chance. o mercado editorial brasileiro está em crescimento e esperemos que continue crescendo também na abertura para novos autores, né?" - Loba

"Ricardo primeiro quero parabenizar você pela coragem de discutir poesia. É muito difícil o tema e para dizer a verdade, é para poucos devido a uma série de regras a serem cumpridas criadas pelos "expert no assunto" para se reconhecer uma verdadeira poesia.
Por outro lado as editoras prestadoras de serviço encontraram um filão que o autor que não consegue ter o seu trabalho analisado por uma grande editora.
Como você sabe eu paguei pela minha publicação e não tenho o menor vergonha de dizer isso porque alcancei a meta que tracei para o meu trabalho.
No que se refere as prestadoras de serviços, concordo com você. É cada um por si mesmo. Até a data de hoje a editora que contratei só vendeu 6 livros, mas eu vendi sozinha 350 de uma tiragem de 500. Ou seja, valeu a pena.
No mais te desejo sucesso porque a discussão é longa e o retorno tem sido muito pouco perto do que já vem sendo pleiteado há anos pelos escritores." - Elaine Paiva

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terça-feira, dezembro 11, 2007

"Internet e poesia, isso combina?" - Blogagem coletiva


Hoje publico minhas opiniões, pessoais e intransferíveis, na blogagem coletiva, organizada por mim mesmo, cujo tema foi proposto pelo Rodrigo Capella e será debatido no próximo sábado, na na 22ª Edição da Feira do Livro, em Floripa. Antes de tudo, não vejo a questão como algo simplista, o que pode parecer à primeira vista. Mas vamos por partes:

1. Todos somos poetas: Disso não tenho a menor dúvida. Senti isso na pele. Comecei a escrever por acaso, e confesso que foi uma surpresa. Algumas pessoas mais gabaritadas me deram força e fui testando formas de escrever. Não quero parecer condescendente, arrogante nem falso modesto, mas não é difícil traduzir em letras sentimentos que temos ou situações que vivenciamos. É só uma questão de arriscar;

2. Nem tudo o que produzimos tem qualidade: Devemos ter o bom-senso para reconhecer uma crítica construtiva e aceitá-la sem estresse. A grande questão que vejo é que no campo das artes o que é ou não boa poesia depende muito. Não posso concordar, por exemplo, em chamar o manual da Bruna Putistinha de literatura. Da mesma forma que não posso aceitar que um vaso sanitário cheio de merda, numa sala da bienal, seja considerado arte. Nas letras sinceramente, torço o nariz para “poesias” que nada mais são do que um empilhamento de frases como se fossem versos. Não critico, mas não gosto. A dependência da opinião então pode deixar de ser qualitativa para se tornar comercial ou forma de protesto da vanguarda pseudo-intelectual;

3. Existem regras: Falando em qualidade de poesias, haicais, poetrix e sonetos seguem uma métrica e conceitos bem definidos. Se nos propomos a seguir um determinado caminho temos que respeitá-las. A poesia livre, a transformação do sentir em palavra escrita e daí em um objeto de arte é algo fascinante, isso sim é um campo a ser explorado, sem medo;

4.Falta coragem e disposição: Para muitos, encarar o esforço, que é publicar um livro, é um desafio impossível de se cumprir. Muita gente boa deixa de lado a idéia. Encerram-se no mundo internético e para eles isso basta. Além disso, sem deixar de lado a realidade de que todos gostamos de dinheiro, não percamos de vista que a arte tem um forte apelo social. Estimular a leitura é libertário, para quem escreve e para quem lê. E para isso deve ser levado a todas as camadas, quem obviamente não tem acesso à internet, por mais que o governo diga o contrário. Ao estimular a leitura estimulamos a busca pelo conhecimento. E isso não tem preço;

5. O mercado editorial é bizarro: Quero publicar um livro, o que faço? Reza. Entre as maneiras de publicar encontrei dois grandes segmentos: Gráficas que se passam por editoras, onde o freguês manda editar quantos exemplares quiser, coçando o bolso. O editor não se responsabiliza pela divulgação nem distribuição. No extremo oposto, as editoras propriamente ditas, conte com a sorte de conhecer um canal experiente e adequado, encontrar a editora cuja linha de publicação está aderente ao que quer publicar e ter algo comercialmente vendável. Aí entra a ginga e a malemolência de cada um, pois "marketear", vender e negociar não é fácil.

6. Sites e blogs: São excelentes ferramentas para publicar seus textos. Mas são apenas isso, ferramentas. Como mídia de divulgação é excelente mas ainda assim gostamos de grana. Somente publicando, em papel, podemos alcançar o devido retorno financeiro, se merecermos. Como ainda não se inventou uma forma de se ganhar, realmente, dinheiro publicando em blogs fica aqui o desafio. Deverá ser o próximo estágio na rede.

E tenho dito.

Não deixem de visitar o blog do debate e ler o interessante texto do Rodrigo Capella. Clique aqui.

Em tempo: Dos comentários: "Gostei da forma como você citou os pontos, embora questione a parte da publicação. Não é preciso rezar, é preciso se adequar. Sabe quantos textos uma editora recebe? Milhares e sabe quantos são publicados? Poucos. Você pode até achar que a forma de trabalho das editoras não seja adequado, mas é um padrão pré-definido e cá entre nós, hoje em dia se escreve muito, o problema é a qualidade. E se ontem, as editoras recebiam cem trabalhos num ano, hoje são milhões ao ano. Sem contar que a maioria não se preocupa com pequenos detalhes, tais como: revisão, currículo e uma boa apresentação do seu texto num release.
Só isso já conta para que um texto seja esquecido e literalmente arquivado verticalmente.
Quanto a internet, ela é mais que uma ferramenta sim, mas depende de quem usa e da forma que usa". Lunna Guedes

Nos comentários 2: "Discordo de você quando diz que todos somos poetas. Potencialmente, é claro, a maioria é, raros porém conseguem sê-lo de fato. Considero a poesia o gênero literário mais difícil. Passar idéias, emoções, sentimentos de toda espécie num curto espaço é muito complicado. Do romance à poesia, passando pela novela e pelo conto, conforme diminuímos o tamanho do que é dito, dificultamos o nosso dizer com qualidade". Lord Broken Pottery

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Peço que me avisem de sua participação, por email (rrayol@gmail.com) ou nos comentários neste post.

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Participam desta blogagem, até o momento:

Claudia Perotti, Luma, Carmen Neves, Hemisfério Norte, Cilene Bonfim, Erika, Saramar, Luci Lacey, Renata, Tita Coelho, Lunna, Claudya, Cejunior, Ronald, Oscar, Marcos, Veridiana Serpa, SAM, Sarah K, Oscar (no Flainando), Fernando, André Wernner, Mila.

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segunda-feira, dezembro 10, 2007

Ins-pírito


O vento sussurra
crendices, notas em uivos
tal espíritos,
de poetas já idos.

Entrego-me,
como pena e papel,
aos seus desígnios.


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Não esqueçam, amanhã é o dia da blogagem coletiva "Internet e poesia, isso combina?". Venham discutir sobre a qualidade das poesias publicadas em blogs, os critérios que o segmento editorial utiliza para publicar livros de poesias, a relação entre poesia e Internet e também quais os métodos que podem ser utilizados para se escrever uma boa poesia.

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Hoje é aniversário de uma pessoa muito especial, a Jéssica do blog Lugar Gostoso. Nenhuma palavra que eu diga expressaria o carinho e admiração que tenho por esta mulher. Deixo aqui, então, meu mais caloroso abraço.

Parabéns Jé!!!!!!!!

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domingo, dezembro 09, 2007

Fardo


Minha boca se abre
arfante, a dor rasga
em esgar.

Carrego o fardo,
a cruz de ferro,
a coroa espinhosa,
de desejos.

E, em lamentos,
vou, em desvios,
me perdendo.


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Participem da blogagem coletiva "Internet e poesia, isso combina?" que vai rolar no dia 11 de dezembro. Ajudem a divulgar e dêm sua opinião no blog oficial do debate (aqui) sobre o mesmo tema, que irá acontecer no dia 15 de dezembro, às 15 horas, na Feira do Livro de Florianópolis, organizado pelo Rodrigo Capella.

Em tempo: Se puderem me avisem sobre a participação por email ou nos comentários no dia da blogagem.

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sábado, dezembro 08, 2007

Livro Aberto

Hoje estou aqui.

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sexta-feira, dezembro 07, 2007

Armação


Armei
as letras, do meu alfabeto,
à elas uni os cacos,
de minhas lembranças,
dos copos da má-fama,
emborcados.

Icei, em múltiplas velas,
as imagens das musas,
as mulheres,
que não amei.

Naveguei,
o grosseiro barco,
no rumo mal-traçado
da carcomida bússola.

Sob o peso,
da maldita saudade,
suspendi, do cais,
para o meio
do mar.


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Não esqueçam, dia 11 de dezembro, blogagem coletiva "Internet e poesia, isso combina?".

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Faltam 25 dias...

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quinta-feira, dezembro 06, 2007

Mostra Plural

Hoje estou aqui. Prestigiem.

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quarta-feira, dezembro 05, 2007

Encruzilhada


Copiando meu amigo Oscar.... faltam 27 dias

Fui desafiado pela Rose e pela Vera para me ligar à ENCRUZILHADA: compor um post em prosa/conto ou poesia com o título dos últimos 10 posts, não necessariamente na mesma ordem de publicação, usando outras palavras para dar sentido ao todo. Gostei deste desafio. Inteligente e instigante..

Agônico,
não canso de alardear
somos todos profanos!
Em marcha, o corpo putrefato,
cumpro a mais vil penitência,
o súbito ajoelhar.

Místico, oro, em pecado
despido de pudores, falsos moralismos,
indignos de nota.

O vulgar matemático que sou,
pobre calculista de espírito,
despudorado, safado, louco,
foge, covarde.

Refugio-me
na interior-cidade.


Meus selecionados são:

Letícia, Natália, Erika, Loba e Fernanda. Divirtam-se.

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A Claudya, sempre ela, me repassou um meme, a palavra mais viada da blogosfera. Eu tenho que dizer 5 coisas de que eu não gosto em blogs. Como é um meme viado mas com grande impacto ilustrativo participo sem reclamar. São elas:

1) Memes e indicações, essa é uma praga difícil de acabar, tem gente que realmente se sente lisonjeada com essa babaquice;
2) Selos canhestros, uma ode à viadagem blogosférica, sem contar quando ainda pedem que divulguem a fonte da merda, de graça;
3) Blogs com músicas onde não há a opção de pausa ou stop, além de prejudicar o carregamento da página eu tenho que parar a música que eu estou ouvindo, caraleo;
4) Blogs com muitas imagens e gifs animados, exceto quando são imagens pornô e de putaria explícita;
5) Blogs que fazem plágio descarado do conteúdo de outros blogs, inadimissível não citar a fonte;
6) Blogs cujos donos só publicam memes e selos, e ficam super-felizes de serem lembrados com mais memes e selos, como se visitar um blog e comentar um texto não tivesse o menor valor. Gosta de platéia que baba seu ovo meu amigo, minha amiga, pendura uma melancia no pescoço, enfia um espanador no rabo e vai desfilar numa parada gay.

Sim, são 6. Seriam mais se eu pudesse incluir o que não gosto em blogueiros. Não sou um exemplo de bom moço, mas jamais faltei com o respeito com alguém, sem que merecesse. Obviamente não vou repassar essa bagaça. E antes que alguém faça fofoca, não fiquei chateado com a Claudya, ela é uma pessoa super-bacana e merece todo o meu respeito e admiração.

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Desafios

A Rose e a Vera me desafiaram para o Encruzilhada. Um desafio inteligente demais. E a Claudya me passou um meme, que também irei responder ehehehe. Me aguardem.

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domingo, dezembro 02, 2007

Nota


Sou recoberto,
pela fina névoa,
garoa gélida,
a úmida aragem penetrante.

Meus ossos doem,
esquivo é o dedilhar
das amargas notas,
meu necessário compor.

Não me restam alternativas,
saídas, um fim digno.


Inspirado na imagem que vi aqui.

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E aqui uma homenagem muito maneira.

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sábado, dezembro 01, 2007

Livro Aberto & Coletânea Artesanal & Pseudo-Poemas

Hoje estou aqui. E também aqui. E, finalmente, aqui.

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Participem da blogagem coletiva "Internet e poesia, isso combina?" que vai rolar no dia 11 de dezembro. Ajudem a divulgar e dêm sua opinião no blog oficial do debate (aqui) sobre o mesmo tema, que irá acontecer no dia 15 de dezembro, às 15 horas, na Feira do Livro de Florianópolis, organizado pelo Rodrigo Capella.

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quinta-feira, novembro 29, 2007

Feliz aniversário

Hoje completa mais um ano de vida a minha mais nova amiga Lunna Guedes. Para quem não conhece, ela é a editora dos blogs Livro Aberto e Coletânea Artesanal e publica os instigantes textos que escreve no blog Acqua. E aida encontra tempo para os inúmeros projetos literários com os quais se envolve. Uma pessoa dinâmica e gentil.

Não sou bom com palavras mas gostaria de deixar aqui um super beijo para você que se tornou uma grande amiga.

Parabéns, Lunna!!!!!

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Blogagem coletiva - Divulgação


Pessoal, no dia 11/12 não deixem de participar da blogagem coletiva "Internet e poesia, isso combina?". Gostaríamos também de uma visão pessoal sobre o mercado editorial brasileiro, duvidas ou sugestões de como divulgar poesia na Internet, dicas e dúvidas sobre como escrever uma boa poesia (e é claro, o que é considerado uma boa poesia afinal), como publicar um livro e quais os critérios que as editoras utilizam para publicar um livro de poesia. Incentivos fiscais etc.

É um assunto instigante e será debatido, sob organização e mediação do poeta Rodrigo Capella, em Florianópolis, no dia 15/12 às 15 horas no largo da alfandega.

O blog oficial do debate é esse aqui.

O banner é esse mesmo. Divulguem.

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terça-feira, novembro 27, 2007

Interior-cidade

Sou um curioso, que na natureza humana me embrenho. Pretendo ser um explorador, quando sou eu o explorado. Observo os passos e meneios dos que me cercam. Imagino, ingenuamente, o que fazem de suas vidas. Seu dia-a-dia comezinho. Invento diálogos. Imaginárias famílias, tramas e dramas. Teço, incólume, minha teia. Arremedo de armadilha mortal, o terço. Escapam-me certas nuances. Talvez por ter, eu mesmo, uma vida monótona. Viver na janela, atormentado pelo nada, vendo a vida passar.

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Falatório. É o que ouço. O coreto é o perfeito confessionário, construído sobre notas desafinadas. O marcar do bumbo ritma o passo dos passeantes. As senhorinhas em seus trajes negros, afortunado luto, que as livrou do pesado tacão de seus senhores. As moçoilas, excitáveis, ansiosas pelo primeiro beijo e pelo despudorado amassar de corpos nos muros escuros. Os imberbes, estúpidos bovinos, lançando esgares que chamam de sorriso. Fanfarrões precoces. As famílias, alegres em sua perfeita marcha, fúnebre. A tudo isso, observo, calado. A triste rotina, do passear vespertino e preguiçoso, na velha praça, nos domingos modorrentos.


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Para quem não sabe o que é e gostaria de colocar um feed no seu blog, mesmo sendo UOL, clique aqui.

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segunda-feira, novembro 26, 2007

Penitência


Em solitário retiro
medito, quase insano,
amordaçando as mandíbulas,
os irrequietos trituradores.

Sugo, sôfrego, os ares fétidos
alimento-me dos odores
do verde bolor do qual me cerco.

Calo-me, ascético, diante da gula
do insaciável, e desmedido,
prazer da deglutição.


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Um vídeo, para conhecerem um pouco do Rayol por trás do poeta.



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quinta-feira, novembro 22, 2007

Despido


Sou o todo,
a quase-verdade
repetida.

Sou o tolo,
a meia-mentira
contada.

O conto, contado,
as verdades não-ditas.

O desvio, do tronco errante,
do caminho.


Inspirado no post “From Hell” do blog, temporariamente fechado, da Casmurra.

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Blogagem coletiva - Dengue


A dengue é uma das principais doenças transmitidas, através de picadura, por mosquito no mundo e um problema gravíssimo, especialmente em países tropicais como o Brasil, que não tem, nem querem ter, uma política de saúde pública à altura dos impostos que recolhe. O clima de festa e os hábitos urbanos promíscuos oferecem condições ótimas para o desenvolvimento e proliferação de seu mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Em algumas zonas, do baixo ao alto meretrício, recebe o nome de "febre quebra-ossos". O portador desta doença é conhecido como dengoso ou dengosa.

A dengue é transmitida através da picadura de uma fêmea, um dos poucos casos onde a fêmea é a que pica, contaminada do Aedes aegypti, pois o macho se alimenta apenas de seiva de plantas, daí o seu nome meio gay. Um único mosquito desses em toda a sua vida (45 dias em média) pode contaminar até 300 pessoas, quase 7 picaduras diferentes por dia, o que revela o caráter promíscuo de seu comportamento.

Como combater

Deve-se, antes de tudo, evitar locais onde se proliferam as mosquitas. Paradas, boates, ruas de frequência suspeita etc. Procurem cobrir vasos ou recipientes que contenham água límpida e cristalina ou então colocar com areia, a fêmea mosquita é luxenta e limpinha. Pneus devem ser incinerados imediatamente, mas pode causar um desastre ambiental. Escolham o que for melhor para você e sua comunidade.

Conclusão

Então meus leitores se não querem ficar como o sujeito abaixo tratem de se tocar e divulgar as informações de como, onde, por quê e quando combater a dengue. E exijam dos porcos que habitam a pocilga que a CPMF, que sai do seu bolso, seja destinado à saúde, não aos bolsos deles.



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Este post faz parte da blogagem coletiva organizada pela Meiroca.

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quarta-feira, novembro 21, 2007

Divulgando

Blogagem: Se você não quer se tornar um ser humano dengoso, participe da blogagem coletiva organizada pela Meiroca, nesta quinta feira, dia 22/11. Até lá.

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Campanha pelos feeds: O feedburner tem tradução para português no próprio site. E vejam as dicas que foram colocadas nos comentários do post "Campanhas", aqui e no Jus Indignatus. Mas, enquanto não coloco um botão mimoso nos meus blogs, peguem os links dos meus feeds aqui.

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Divulgando: O Marcos, do blog Simpatia e Esculacho, publicou o livro "De Depois de Já" e o está vendendo através do email pontes.mr@gmail.com. O cara escreve bem demais. Prestigiem.

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terça-feira, novembro 20, 2007

Campanhas


Conhecem a imagem acima? Não? Trata-se do ícone para feeds. Mas que porra é essa? Este singelo recurso permite que alguém, no caso eu, assine os sites e blogs que visita, permitindo que o assinante receba as atualizações de postagens etc, em um leitor de feeds, como o google reader.

O que eu ganho com esta campanha? Qual a real motivação submersa em meus atos insanos? Que político venal estará recebendo os 20% regulamentares? Respondendo. Ganho tempo. E graças ao bom deus divino nirvânico nenhum político está envolvido, sou puto mas sou limpinho. Alguns blogs já tem essa bagaça e assinei. Facilita demais meu dia-a-dia, dica da minha amigona Erika Murari. Daí não tenho que abrir TODOS os blogs que leio para saber se tem coisa nova ou não. Fácil, simples, barato, prático e isento de comissão.

Como fazer para criar um feed? Muito simples. Eu usei o Feedburner (link aqui). O site é em inglês mas não é tão difícil de navegar. Quando chegar na parte que transfere R$ 10 mil para a conta da Hector Hereeye Foundation, cliquem OK.

Portanto, meus amigos, minhas amigas, configurem, pelamordedeus, um feed para que os cristãos que vos lêm possam otimizar o uso do escasso tempo que dispõem.


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O Cláudio, do Jogando Conversa Fora, está rifando um Gravador de DVD de mesa da Philips (modelo 3455H com HD interno de 160gb), lacrado em embalagem original, em seu blog. Custa apenas R$ 10 real e tem por objetivo amenizar o sofrimento das pessoas carentes nesse natal. Eu incluso. Participem indo nesse link aqui. Procurem pelo post "Ação entre amigos". E divulguem para seus amigos e leitores.

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E por último, mas não finalmente, minha grande amiga Elaine Paiva está fazendo uma mega-promoção para hospedagem de sites. Maiores informações aqui.

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segunda-feira, novembro 19, 2007

Agônico


Cruel é o tempo,
que faz do destino
seu enviado.

Terrível algoz
de pesado açoite
me marca, mascarado.

Trago as cicatrizes, indeléveis,
e trajo, humilhado, os andrajos
que seu senhor me deu.

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Súbito

Minha vida anda assim, em espasmos. Quando penso que as coisas vão se encaixar lá vem o destino e muda tudo. Vou me esbarrando em acasos. Na maioria, infortúnios. Não queria ir-me daqui assim. Queria deixar minha marca no mundo, na cidade. A cidade sobrevive. Somos como andarilhos, que vêm e vão, mas ela se perpetua. Será meu jazigo, minha lápide, o epitáfio. Em suas negras ruas escrevemos os atos vivenciados, as dúvidas que nos assaltaram e as perdas engolidas, qual trago de amarga bebida. Quero deixar uma obra que o cortante bafejo, do tempestuoso vento, não apague. Só nossas pegadas.


(texto inspirado no poema "POEMA À CIDADE" de Vieira Calado e publicado originalmente no Blog Coletânea Artesanal, no dia 15/11)

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terça-feira, novembro 13, 2007

Aviso aos navegantes


"O trabalho esotérico oportunista é feito com sangue dicotômico, suor dialético e lágrimas tântricas, mas traz um excelente retorno financeiro"


Aos amigos blogueiros e visitantes deste espaço nirvânico informo que o meu psicógrafo, Ricardo Rayol, estará ausente, em retiro espiritual, sob orientação desse escriba, até a semana que vem. Ele deixou um escrito em um dos blogs que participa. Leiam no dia 15, aqui. Saudações.

Mago Heitor Caolho

Presidente Perpétuo da Hector Hereeye Foundation
Mestre Tântrico Dialético
Mestre em Psicologia Dicotômica Aplicada
Mestre em Línguas
Pós-Doutor em Finanças Internacionais
Embaixador da Boa-Vontade
Coletador Magno de doações da Ordem Mundial de Magos Esotéricos Oportunistas
Palestrante Benemérito Mundial da Ordem Bi-Shuo-mao
Expert em vinhos franceses
Professor benemérito das seguintes universidades: Oxford, Cambridge, Harvard, Sourbonne, Lisboa e Catalunha.


Conheçam mais sobre esse grande mago aqui.

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domingo, novembro 11, 2007

Místico


Sigo, definitivo, um caminho
divino, talvez,
nos firmes passos, glorifico-me.

Enfrento meu ceticismo, o mal,
espada, lança, escudo,
às armas me aferro.

Pela campina cavalgo,
até o doce remanso
das cachoeiras.

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sábado, novembro 10, 2007

Grande indicação

Recebi, pelo Memórias Póstumas, um selo do blog Batom Vermelho na Cueca como "Blog da Libertinagem". Como o puto não gosta disso passou para mim, o poeta, a missão de repassar, ao maior número de blogs amigos e inimigos, mais este meme (que tem por pronúncia mi-mi, a palavra mais viada da blogosfera). Ao ler a razão de ter recebido tal selo gostei e copio abaixo:

Todos temos blogs pelo fato, óbvio e ululante, de gostarmos de escrever. Por prazer carnal, por profissionalismo sexual ou qualquer motivo pessoal. E a maioria gosta de escrever para liberar algum sentimento profundo, aquela vontade de fazer travessuras e viver as mais loucas fantasias, seja ele boa ou ruim. Escreve para encontrar amigas dadivosas, para analisar, seu desempenho com aquela gostosa que conheceu em um bar, depois de algum tempo, ou naquela mesma hora, e também por essa paixão de por tudo para fora, em pé, deitado, de 4, de ladinho.... E estou chamando esses blogueiros de "Escritores da Própria Libertinagem". Escritores sim, mesmo que amadores, que escrevem suas emoções, aventuras e fantasias, que nao guardam tudo para si, despejando tudo em um átimo. Que compartilham tudo, menos seringas, com pessoas muitas vezes estranhas (entre as conhecidas), mas sempre usando camisinha. Escritores que admiro muito, por vários motivos, que se destacam de um jeito único, e que cobram sempre a tabela do sindicato, para cada uma das pessoas que os conhecem. Blogueiros que publicam a sua libertinagem de expressão.

Não publico o selo porque aqui é casa de respeito. Juntem-se a nós.

PS: Fui indicado mesmo pela Tita e pelo Oscar mas como eu sou um sacana....

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Livro Aberto

Hoje estou aqui.

Peço desculpas por minha ausência.

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No dia 15 de dezembro, às 15 horas, na Feira do Livro de Florianópolis, será realizado o debate "Poesia e Internet: isso combina?". Este debate está sendo organizado pelo Rodrigo Capella, com quem tenho o prazer de dividir espaço no blog Livro Aberto.

Estão todos convidados. Maiores informações aqui. Nos ajudem a entender a sua opinião respondendo a enquete. E no dia 11/12 convoco a todos para uma blogagem coletiva sobre o tema. Divulguem e participem.

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terça-feira, novembro 06, 2007

Dois anos

Hoje o blog do personagem mais simpático da blogosfera, Juarez o Cabrito Montês, faz dois anos. Não sejam tímidos e façam uma visita.

O link é esse aqui.

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segunda-feira, novembro 05, 2007

Um ano

Hoje o "A cor da letra" faz um ano. Incrível como um simples exercício se tornou um blog tão extenso e me trouxe o carinho e amizade de tantas pessoas maravilhosas.

Agradeço a todos vocês, que tornam minha vida um desafio constante.



As letras,
Liberto-as, em tortas linhas,
cores dos escritos, benditos,
a branca mortalha,
o fúnebre canto do cisne,
dourado ouro, a escravidão finita,
o verde mar, tempestuosa vigia,
prata vívida em frio acalanto,
o vermelho, rubro, os lábios intensos,
sôfregos.

Azul anil, no vôo libertário,
E no negro, profundo, encontro,
a vida revivida,
são benditos meus escritos,
A Cor da Letra.


(Imagem "Colored Alphabet" de Jasper Johns)

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Ana Virginia precisa de sua ajuda - Uma blogagem coletiva



Este assunto pode ser melhor entendido lendo os blogs da Lucy, da Luma e do Ronald. Meu total apoio a Ana Virgínia.

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sábado, novembro 03, 2007

Apoio e divulgando

Tem post novo no Juarez, o Cabrito Montês. Leiam aqui.

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Aos que me visitam. A Luma está participando do "The 2007 Weblog Awards". Dêm uma força votando nela aqui.

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E continuo hoje aqui.

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Livro Aberto

Hoje estou aqui.

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No dia 15 de dezembro, às 15 horas, na Feira do Livro de Florianópolis, será realizado o debate "Poesia e Internet: isso combina?". Este debate está sendo organizado pelo Rodrigo Capella, com quem tenho o prazer de dividir espaço no blog Livro Aberto.

Estão todos convidados. Maiores informações aqui. Nos ajudem a entender a sua opinião respondendo a enquete. E no dia 11/12 convoco a todos para uma blogagem coletiva sobre o tema. Divulguem e participem.



Este banner foi gentilmente desenvolvido pela Claudya Renata, ela dá um show em informações sobre design de blogs e sites, além de dicas sobre editoração de imagens. Conheça o trabalho dela aqui.

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quinta-feira, novembro 01, 2007

Profanos


Entorno longos tragos,
da redentora cachaça
ajoelho-me, em louvor,
ao sacro copo
a dose bem-vinda

Trôpego, caminho
em meio a multidão
bastardos, são todos
desprezam-me, evitam-me.

Um bafo fétido, exalo,
em fúria silenciosa
penso nas putas, as deles
as patricinhas safadas
demônios, santarronas
ocultas em asas de anjos.

Penso nas minhas putas,
estas sim, mulheres de verdade
amam meu infortúnio, minhas dívidas
meu sofrimento.

Somos iguais, eu e elas,
anjos, em pele de demônios.


Escrito pelo Bêbado de Rayol, completamente embriagado pela vida.
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Aos sábados, escreverei um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem. Participo também do Coletânea Artesanal. São muitos trabalhos fantásticos. Recomendo a visita.

Leiam o blog Pseudo-Poemas e o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano.

E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.


No dia 11/12 convoco a todos para uma blogagem coletiva. Para saberem qual o tema entrem aqui. Divulguem e participem.

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Paz na terra, uma blogagem coletiva



"Paz na terra aos homens de negócio de boa-vontade, pois a eles pertencerão os vastos recursos financeiros providos pelo divino nirvânico, mediante nossa módica comissão de 20%."


Hoje, em comunhão com centenas de milhares de seres humanos preocupados com um mundo material melhor, estamos levantando a bandeira da paz na terra, proposta pelo grande mestre da Ordem dos Magos Esotéricos Oportunistas e dublê de blogueiro, o Lino Resende. Para nós, "magos" oportunistas, um mundo em constante ebulição belicosa é péssimo para os negócios. Os generosos abonados retraem-se, colocando seus vastos recursos em investimentos mais seguros como, por exemplo, o ouro, títulos da dívida pública norte-americana ou plantações de bio-combustível. Sobram apenas, para ajudar, milhões de desesperados oprimidos e sem vintém. A paz, por outro lado, propicia enormes oportunidades. O abonado necessitado está, nesse momento de introspecção holística, fragilizado pela consciência culpada. Afinal, como ficar insensível à miséria humana quando se tem tantos milhões a disposição? Uma situação oportuna para o trilheiro esotérico, facilitando o seu acesso aos bolsos generosos e às carteiras abertas. Portanto, a lógica no diz que devemos sim lutar pela paz mundial na terra, nem que tenhamos que matar por isso.

Hoje, atualmente, eu e todos os irmãos e irmãs da Hector Hereeye Foundation, de onde sou presidente perpétuo, empregamos, com ardor cósmico, um grande esforço cármico, para levar as palavras de paz a todos os rincões da humanidade.


Como parte do meu esforço em levar a paz aos rincões da humanidade assumi a tarefa de, pela paz na terra, convencer o Congresso Comunista Chinês a liberar uma licença para o templo de prática budista do meu amigão do peito, o Dalai Lama. Está sendo um trabalho árduo e que espero ver frutificar. (Dalai, não esqueça daquele acerto que conversamos caso eu seja bem sucedido).


Graças às minhas conversas de bastidores e muito conhecimento sobre os meandros políticos do Vaticano, foi possível à minha amigona do peito, Madre Teresa de Calcutá, abrir uma ordem religiosa dialética para ajudar aos pobres e necessitados. Após seu passamento tornou-se uma grande lobista junto ao divino nirvânico.


Outro amigão do peito que ajudei no passado foi o Ghandi. Com muitos problemas relativos ao seu povo, me procurou. Usei toda a minha influência junto ao governo e à monarquia britânicos para tornar independente a Índia. Com isso, a Hector Hereeye Foundation prosperou em terras indianas e hoje é uma das filiais de maior destaque no ranking de arrecadação dialética de recursos de todos os tipos. Atualmente, como Madre Teresa, é um grande lobista no plano astral.


E não podia deixar de citar o grande concurso de misses, o "Miss Paz na Terra", promovido pela Hector Hereeye Foundation. Afinal, todas elas querem que a tal paz na terra seja permanente, é ótimo para seus negócios pessoais. Como prêmio, as vencedoras irão participar, gratuitamente, do meu curso especial de tântrismo dialético grupal dicotômico, talvez assim esqueçam essa estória de pequeno príncipe.


Saudações

Mago Heitor Caolho

Presidente Perpétuo da Hector Hereeye Foundation
Mestre Tântrico Dialético
Mestre em Psicologia Dicotômica Aplicada
Mestre em Línguas
Pós-Doutor em Finanças Internacionais
Embaixador da Boa-Vontade
Coletador Magno de doações da Ordem Mundial de Magos Esotéricos Oportunistas
Palestrante Benemérito Mundial da Ordem Bi-Shuo-mao
Expert em vinhos franceses
Professor benemérito das seguintes universidades: Oxford, Cambridge, Harvard, Sourbonne, Lisboa e Catalunha.


Conheçam mais sobre esse grande mago aqui.

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terça-feira, outubro 30, 2007

Memes - a coisa mais viada da blogosfera

Como eu disse antes, de tanto que reclamei e esperneei, fui alcançado pelos tais memes (que se pronuncia mi-mi, ô palavrinha bicha sô). Seguindo minhas próprias regras, iniciarei aqui ou alhures (talvez abra um blog só pra escrever sobre memes) minhas respostas às maravilhosas indicações.

Começo com o meme da página 161, que a Pri e a Claudya tiveram a temeridade de me indicar.

As regras são essas:

1ª - Pegar um livro próximo (próximo, não procure);
2ª - Abrir na página 161;
3ª - Procurar a 5ª frase completa;
4ª - Postar essa frase em seu blog;
5ª - Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª - Repassar a outros 5 blogs. (essa eu vou deixar para cada um que quiser)

A frase: "Zeus, subitamente invadido por quatro delicados dedos, despejou, do seu imenso caralho, a carga de sêmen nas bocas ávidas da terra, água, fogo e ar, semeando-as."

O livro: As crônicas mitológicas, de Σκληρό πέος, Editora O. Tabajara.

A Claudya também me passou um meme sobre histórias de terror que me contavam na infância. Sinceramente não lembro de nenhuma, mas lembro que eramos aterrorizados por situações. Numa delas, no bloco A da 109-Sul, em Brasília, não passávamos por certo local nos quartinhos que existiam no sub-solo, pois em um deles um garoto havia se matado sem querer e tinhamos certeza que era assombrado. Ou então imaginávamos que no barracão, onde moravam os irmãos Marista, no Maristinha, eram realizados rituais macabros.

E não me sacaneiem.

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Hoje também estou aqui.

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segunda-feira, outubro 29, 2007

Contagem

Hoje não irei falar do suave perfume das flores. Ou das nuances surrealistas do pôr-do-sol de um outono qualquer. Vou falar dos espinhos. Da queda das folhas mortas de árvores retorcidas. Quero tecer loas ao intraduzível martírio das criaturas. Uma criatura. Somos desenganados ao nascer. Subtraímo-nos aos pedaços, na contagem regressiva. Vamos, às vezes céleres, às vezes rastejantes, ao encontro da luz no fim do túnel. Mas novamente tergiversei-o. Assunto dolorido esse. A anunciada morte. Mesmo assim ainda repulsa-me a idéia do martírio. Não deveríamos sofrer. Não há dignidade. Nenhuma. Não deveríamos caminhar por uma via sacra para cumprir nosso destino. Prefiro o súbito sumir. Num instante quedar fulminado. Olho, impotente. O caminhar de uma criatura. Um doce ser humano. Observo sua luta insana pela vida. E sei de que nada adianta. Cruel é a esperança. É acreditar. O futuro acabou-se. Finito.

Fim.

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Aos sábados, escreverei um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem. Participo também do Coletânea Artesanal. São muitos trabalhos fantásticos. Recomendo a visita.

Leiam o blog Pseudo-Poemas e o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano.

E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.


No dia 11/12 convoco a todos para uma blogagem coletiva sobre o tema. Maiores informações aqui. Divulguem e participem.

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Blogagem coletiva - Paz na terra - UPDATE

Não se esqueçam da grande blogagem coletiva convocada pelo Lino Resende para o dia 01/11.


Em tempo: Blogagem coletiva é legal, diferentemente de memes e indicações, que são as coisas mais viadas da blogsofera.

Update - 29/10/2007 - 11:55

Eu me rendo. Quanto mais digo que odeio memes mais eles me perseguem. Mas me reservo direito de escrever o que eu bem entender, da forma que eu achar conveniente e não repasso, quem quiser que continue.

De acordo?

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sábado, outubro 27, 2007

Livro Aberto

Hoje estou aqui.

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No dia 15 de dezembro, às 15 horas, na Feira do Livro de Florianópolis, será realizado o debate "Poesia e Internet: isso combina?". Este debate está sendo organizado pelo Rodrigo Capella, com quem tenho o prazer de dividir espaço no blog Livro Aberto.

Estão todos convidados. Maiores informações aqui. Nos ajudem a entender a sua opinião respondendo a enquete. E no dia 11/12 convoco a todos para uma blogagem coletiva sobre o tema. Divulguem e participem.



Este banner foi gentilmente desenvolvido pela Claudya Renata, ela dá um show em informações sobre design de blogs e sites, além de dicas sobre editoração de imagens. Conheça o trabalho dela aqui.

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terça-feira, outubro 23, 2007

Por que a propaganda é a alma do negócio

Vejam um comercial instigante do puto prestimoso aqui.

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segunda-feira, outubro 22, 2007

Filosofia de bar.

Mais uma vez encontro-me aqui. Nesse balcão sujo, enevoado pela fumaça acre e azulada dos incontáveis cigarros que me cercam. Agradeço ao deus, que me serve generosas doses. Abençoados sejam a cerveja, a cachaça e o rabo-de-galo. O ovo colorido. Embriagado, declamo palavras tortas em meio às saudosas lembranças de meus amores direitos. As putas, embevecidas, aplaudem. Chamam-me de poeta. Poeta é o caralho. Sou um louco enternecido. Ouço as estórias das moças. Acredito em todas. Choro por elas. Quero salvá-las de seus infernos. Palavra tola essa. Salvação. Cercam-me ávidas, pelos trocados que brotam de meus bolsos. “Pegue o que é teu antes que alguém o pegue”, ouço. Tenho que salvar a mim. Salvo por minhas próprias ações. Afogo-me no mar alcoólico. Sou um babaca.

Estranhos são os matizes dos ovos coloridos, não?

Escrito pelo Bêbado de Rayol, em um balcão de boteco qualquer. Originalmente publicado no blog Livro Aberto.

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sábado, outubro 20, 2007

Livro Aberto

Hoje estou aqui.

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No dia 15 de dezembro, às 15 horas, na Feira do Livro de Florianópolis, será realizado o debate "Poesia e Internet: isso combina?". Este debate está sendo organizado pelo Rodrigo Capella, com quem tenho o prazer de dividir espaço no blog Livro Aberto.

Estão todos convidados. Maiores informações aqui. Participem da enquete.

Em tempo: Logo teremos um banner para divulgação e uma blogagem coletiva sobre o tema, aguardem.

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quinta-feira, outubro 18, 2007

Marcha


Punhais e adagas me rasgam,
despedaçam-me aos poucos
marcas sofridas, profundas feridas
tronco, caule, ramo.

As pétalas já murcharam
morreram em agonia,
encolheram meus desejos,
em minha frenética marcha.

Deixo, ao longo do caminho,
os espinhos
das rosas já murchas que colhi.

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Aos sábados, escreverei um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem. Participo também do Coletânea Artesanal. São muitos trabalhos fantásticos. Recomendo a visita.

Leiam o blog Pseudo-Poemas e o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano.

E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.


Em tempo: Troquei a palavra "amarga" pelas "já murchas". Como geralmente não reviso o que escrevo ddepois que parei para pensar ficava melhor assim.

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quarta-feira, outubro 17, 2007

Debate

No dia 15 de dezembro, às 15 horas, na Feira do Livro de Florianópolis, será realizado o debate "Poesia e Internet: isso combina?". Este debate está sendo organizado pelo Rodrigo Capella, com quem tenho o prazer de dividir espaço no blog Livro Aberto.

Estão todos convidados. Maiores informações aqui e participem da enquete.

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segunda-feira, outubro 15, 2007

Matemático


Fraciono minhas angústias
em complexas equações algorítmicas
trilho, confuso, as parábolas, as elípticas
em imaginárias seqüências.

Sofro da amnésia geométrica
esqueço as tuas formas
o perfeito triangulo, as afiadas arestas.

Opero, célere, o ábaco
encontrarei meu centro concêntrico,
as incertas coordenadas,
o tal eixo de simetria,
o perfeito ponto de referência

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Aos sábados, escreverei um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem. Participo também do Coletânea Artesanal. São muitos trabalhos fantásticos. Recomendo a visita.

Leiam o blog Pseudo-Poemas e o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano.

E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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sábado, outubro 13, 2007

Livro Aberto

Hoje estou aqui.

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Peço desculpas por minha ausência involuntária nas visitas e comentários. Mas a luz se faz no fim desse longo túnel.

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quinta-feira, outubro 11, 2007

Areias

Estou me debatendo, e em debate fisiológico com minhas lembranças e inspirações. Em outras épocas ligaria o "foda-se", mas hoje tenho que me render a esse feitor cruel e sanguinário, o tempo. Senhor das mudanças, das arremetidas ferozes e cegas, de lutas cruentas e invencíveis. Tempo, maldito escravocrata, régio e arrogante. Toma-me os poucos fios de meada e transforma-os em pó e cinzas. Debato-me nas movediças areias, nos pantanosos caminhos que escolhi. Estou afundando, orgulhoso. Alguém, por favor, me salve. Eu suplico.

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Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem. Participo também do Coletânea Artesanal. São muitos trabalhos fantásticos. Recomendo a visita.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano.

E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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sábado, outubro 06, 2007

Livro Aberto

Hoje estou aqui.

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Peço desculpas por minha ausênica involuntária nas visitas e comentários. Não gosto de comentar nada meia-boca então um pouquinho mais de paciência.

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quinta-feira, outubro 04, 2007

Free Burma



Psicografando o grande mago esotérico Heitor Caolho encaminho a seguir suas sábias palavras:

"Aos generais genocidas

Como trilheiro espiritual e mago estérico oportunista divulgo aqui minha indignação dialética contra a absurda repressão contra os monges Shi-Kai-rui. Não é possível que depois de séculos de tantrismo dicotômico, alguns seres humanos sintam-se no direito de torturar e matar seus iguais apenas para manter o status quo.

Outrossim, muito me surpreende que infiéis divinos se apeguem tanto ao poder e ao dinheiro.

Free Burma. Livrem-se da Birmânia. Vida longa aos monges Sha-O-lin."

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Faz parte da blogagem coletiva em favor da Birmânia Livre de agrotóxicos, políticos venais e generais truculentos idealizada pelo blog do João M. Sejam solidários, caralho.

Update - 17:10

Já ultrapassou os 10.850 os blogs e sites que aderiram à blogagem. Faça sua inscrição na contagem aqui.

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terça-feira, outubro 02, 2007

Decadência


Em absoluta idiotia
tropeço, embriagado,
me arrasto pelas sarjetas
aconchego-me nos vícios
malditos.

De copo em punho,
em ébria adoração,
rendo-me à redentora cachaça
saúdo às putas imundas, idolatradas
percorro os becos
submeto-me aos encontros
insanos, desarvorados
em paredes imaculadas.

Acolho, neste corpo enlameado,
todos os riscos
de uma vida decadente,
viciada.


Escrito pelo Bêbado de Rayol, em um puteiro de quinta categoria qualquer.

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Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem. Participo também do Coletânea Artesanal. São muitos trabalhos fantásticos. Recomendo a visita.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano.


E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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domingo, setembro 30, 2007

Out of order

Pessoal,

Por questões de ordem profissional estou em falta com as visitas a vocês e com minha criatividade meio caótica. Estou me organizando para voltar a normalidade esta semana. Agradeço a paciência.

E estou aqui, ontem.

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terça-feira, setembro 25, 2007

Vácuo


Idéias, idéias
onde estão as malditas idéias,
palavras que capturo,
que de embaralhadas letras
em versos transformo?

Perambulo pelas trilhas
observo, espero, imploro
por um único relancear
na inspiração desgraçada
que teima em fugir.

Minha mente, a chantagista
à qual entrego meus tesouros,
parcos, ridículos,
se ri do meu atroz sofrer.

Recorro ao gesto covarde
a fuga pelo estampido alto,
salvação metálica de chumbo
um lampejo, o tiro,
o alívio.

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Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem. Participo também do Coletânea Artesanal. São muitos trabalhos fantásticos. Recomendo a visita.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano.


E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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sábado, setembro 22, 2007

Livro Aberto

Hoje estou aqui.

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sexta-feira, setembro 21, 2007

Caneta de ouro - Os indicados

Depois de muita ralação e dúvidas existenciais aqui vai a minha relação de indicados ao prêmio "Caneta de Ouro". Finalmente!!!!!

Saramar com Silêncio.

Claudia Perroti com Ela....

Lunna Guedes com Felicidade.

Fernanda Passos com Des(ilusão).

Ana com (Es) Fumaçar.

Maiores informações leiam aqui.


Boa sorte a todos.

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quinta-feira, setembro 20, 2007

Festa


Unimo-nos festivos
bêbados regurgitados, o fétido hálito,
putas remelentas e seu amargoso perfume,
maltrapilhos, mendigos, mortos-vivos.

Saudemos a bacanal,
orgia desenfreada, ébria
encontro profano de anjos
decaídos.


Escrito pelo "Bêbado de Rayol", caído em uma sarjeta qualquer. Originalmente publicado no pseudo-poemas.

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quarta-feira, setembro 19, 2007

O homem que esquecia

Em suas andanças vai encontrando pedras. Desconheço a razão de suas existências. São pedras pequenas, aquelas que teimam em invadir os sapatos. Ou pedras grandes, intransponíveis. Pedras que lhe forçam a seguir outras direções. Outros rumos. Não me importo. Sempre sonhou em ser um bandeirante. Escolho, então, as trilhas que se apresentam, mesmo as fechadas por densas matas Não há mais nada. Nem o nada comum, nem o existencial. Não se atém a filosóficos pensamentos. Tergiversei-o. É um paradoxo. Caminha em direção ao desconhecido e não sonha com um oásis. Confuso. Perco-me na espiral do tempo. Traça metas que não atinge. Esqueço os traços, as palavras, as imagens. São borrões em suas lembranças. Quando muito, um fio de memória se mantém. O fio da meada, talvez. Não sei de onde venho. Não sabe para onde vai. Não pode. Não quero. Vive o hoje. O prato de comida. Sacio a fome. Toma em mãos a moringa, que sacia a sede. Uma cama. Isso me basta. Vai andando, maltrapilho. Um pobre mendigo. Caminho no insano esquecimento. Esqueçam-no.

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Fui indicado pela Van, do blog Van Filosofia, com mais um escrito para o "Caneta de Ouro". Ainda estou finalizando a escolha dos meus indicados. Não sabem o trabalho que está dando.

Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem. Participo também do Coletânea Artesanal. São muitos trabalhos fantásticos. Recomendo a visita.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano.

E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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segunda-feira, setembro 17, 2007

Espera

Somos eternos esperançosos. Esperamos de tudo um pouco, transformar sonhos em realidade, a paixão reprimida em conquista gloriosa, dos estranhos um gesto de compreensão. Trilhamos, inconscientes e claudicantes, o barro primário. Refazemos os caminhos confusos que nos trouxeram até aqui. Tentamos ver através das cinzas de nossas lembranças. Somos cobertos por elas. Obliteram-nos a visão, o livre arbítrio, o olhar direto ao rumo traçado. Rumo. Qual barco, desgovernado, vogamos ao sabor do mar. Atravessando as ondas inclementes, que nos acertam sem dó nem piedade. Não adianta. A esperança é vã. É pífia. É um cais maldito, onde jamais aportamos. Esperamos ansiosos pela salvação. Tristes marinheiros. Todos nós.

Originalmente publicado no Coletânea Artesanal.

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Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem. Participo também do Coletânea Artesanal. São muitos trabalhos fantásticos. Recomendo a visita.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano.


E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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sábado, setembro 15, 2007

Coletânea Artesanal e Livro Aberto

Hoje estou com dois escritos inéditos publicados. Um no Livro Aberto, que vocês poderão ler aqui. Outro no Coletânea Artesanal, leiam aqui.

Vale à pena a visita.

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quinta-feira, setembro 13, 2007

Caneta de ouro



Fui indicado pela minha dileta amiga Daniele Vasques, do blog Mulheres de Preto, pela Flavia Brito, do blog Cotidianidades e pela Mariliza Silva, do blog Tempo de Saturno, ao prêmio "Caneta de Ouro - Poesia "in blog" 2997". Foi criado pelo André Soares e pela Rita Costa.

Estarei concorrendo com os seguintes poemas:

Tua boca, indicado pela Daniele.

Segredos, indicado pela Flavia.

Olhares, indicado pela Mariliza.

As regras são claras, leiam aqui, e deixo um aviso para quem me indicou, a quem indicarei e a quem me visita: Leiam atentamente as regras, tem coisa lá que passa batido se não ler com calma.

Estou vendo ainda a quem vou indicar e não vai ser tarefa fácil. Logo que me decidir aviso a todos por email, publico aqui, aviso aos organizadores e bebo 1 litro de cachaça, a ordem das tarefas ainda estou decidindo.

Em tempo: Sim pessoal, eu tenho aversão a memes (que se pronuncia mimi, que é a palavra mais viada que já li), indicações e correntes, mas como a minha dileta amiga, e gurua, Daniele fez um pedido com a maior gentileza e carinho, abri uma exceção. Não estou sendo condescendente, longe disso. E é uma forma de descobrir se o que escrevo é poesia mesmo ou apenas letras anárquicas e caóticas.

PS: Carajo, esse deve ter sido o post com a maior quantidade de links que já escrevi.

PS2: Carajo2, passei o dia todo alterando os links daqui. Retirei alguns. Incluí muitos. Como sou uma pessoa realmente legal e maneira, os blogs, que estão no "Outras Letras", eu reproduzo no Jus Indignatus, nos Blogs Culturais etc. Então aqui um vale dois. Reafirmando minha posição democrática, reitero, novamente e de novo que ninguém tem a obrigação de me linkar, me visitar ou qualquer ação parecida. Mas se visitarem comentem, puerra.

PS3: Sim estou desbocado.

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segunda-feira, setembro 10, 2007

Megera

Cidade miserável essa, 3 horas para chegar em casa, bosta de subúrbio. E isso de acordar às 5 da manhã? Não é para uma cristã como eu. Bem feito, sua burra. Bem que minha mãe dizia que era para ter casado com o Ernani, o que virou supervisor do supermercado. Esse zinho aqui é um cretino, um merda mesmo. Sem ambição. Um coitado. Fica o dia todo largado por aí, deve estar no bar agora, o desgraçado, bebendo com aqueles amigos chinfrins. Ainda bem que não tem futebol. Mas a Inês é morta, como dizia meu pai. O que é pior é o ônibus. Ficar espremida em pé é coisa de pobre. Aquela esfregação é coisa do demônio. E aquele cheiro de bodum, meu Deus. Ah se soubessem que gosto mesmo é de um homem perfumado, e ainda quando é bem servido. Que nem o namorado dessa vaca do lado. Bem apanhado, educado, respeitador. E a putinha ainda por cima esnoba com ele. Não sei o que ela viu naquele outro, o que tem cara de tuberculoso. Isso ainda vai acabar mal. Eu que não vou fazer fofoca. Se bem que se o bonitão largasse dela eu podia me aproveitar. Já vi como ele olha pra mim, guloso. Guloso e safado, o homem. Ai meu Deus, tenho que ir a igreja. Já tem uma semana que não me confesso. E essa quentura aqui no meio das minhas pernas não é normal. O inútil não preparou nada pra janta. De novo. Vou me virar com o que tem. Estou tão cansada. Bosta de vidinha ridícula. Bosta, bosta, mil vezes bosta. E a vaca da vizinha no bem-bom. Deve estar trepando por aí, a meretriz. Olha ela aí chegando toda faceira, que inveja. Ai meu Deus, um tiro.

Deu cabo dela o corno. Bem feito, rameira.

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Covardes


Não recordamos vitórias,
os momentos felizes e fugazes,
nos enredamos tão somente
por pensamentos mórbidos,
apenas insalubres visões
motivam.

Somos suicidas infames, covardes
as lembranças amargas são desculpas,
para o ato vil,
da própria morte.


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Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano. E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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quinta-feira, setembro 06, 2007

Escolhas


Rezem o credo, o terço,
a suplicante oração,
expiem suas culpas, contritos,
ajoelhem-se em penitência,
implorem perdão, supliquem
aos deuses, todos eles,
roguem.

Invistam no diálogo hipócrita,
a troca muda de palavras vazias
a salvação confusa, o alívio
e, do umbral do templo,
mirem as veredas abertas
as trilhas.

Escolham uma, apenas uma,
seres confusos,
pecadores.


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Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano. E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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segunda-feira, setembro 03, 2007

Matricômio


Lá vem ela, de branco
grinalda e flores,
caminha lenta, pausada,
mira vacilante o cadafalso,
engole suas súplicas,
sorri.

No alto do púlpito, patíbulo
aguardam seus algozes,
um, do golpe curto,
de livro em punho,
o outro, o torturador eterno,
sorriem.

O povo
testemunhas apadrinhadas
do ato obsceno,
a vingança, enfim,
aplaudem, imorais.

De branco virgem,
branco puta
vendida a preço módico
por todos nós.


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Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano. E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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sábado, setembro 01, 2007

Livro Aberto

Hoje estou aqui.

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sexta-feira, agosto 31, 2007

Funeral


Passo, compasso, passo
ritmo destroçado
do pulsante pulso
em cadente decadência.

Acompanham o féretro fétido
de um corpo sujo,
envolto na mortalha crua,
da carne putrefata.

Flores mortas, murchas, estragadas
enfeitam, em festiva tristeza,
tal procissão promíscua.

Vagabundos e putas, mal dormidos
bêbados inveterados, ébrios
os maus, em penitência
todos eles saúdam
à mim, a morte.


Escrito pelo Bêbado de Rayol, numa chuvosa tarde, em um beco escuro.

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A partir de amanhã, e em todos os sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano. E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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quinta-feira, agosto 30, 2007

Coletânea Artesanal

Hoje estou aqui com dois dos meus escritos. Vale a pena a visita.

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segunda-feira, agosto 27, 2007

Olhares


Marchem aflitos,
um único bloco, de corpos
sintam o peso do açoite, grilhões
na rítmica e acelerada marcha
de escravizados olhares.

Em cada um
esperanças vãs
anseios frustrados
intensos lampejos apagados
angustiantes visões.

Vejam, refletidos,
em cada espelho
seus infortúnios
mirem-se nas derrotas alheias
mostrem-se incapazes, implorem,
em mudos pensares
uma reação.

Revoltem-se olhos doces, de puro mel,
assaltem as costas
em tempestuosas ondas, verde olhar
lampejem, olhos, em raios azuis,
tornem-se negros.

Despejem sua ira,
ódio implacável,
subvertam-se, lutem
e, em chamas inclementes
das profundas íris,
teus malditos algozes,
queimem.


À todos os olhares que passeiam em minhas letras.

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domingo, agosto 26, 2007

Do ato de blogar

Hoje li um comentário, em um dos meus posts, sobre a reciprocidade da visitação. Como já estava há um tempo fazer uma egotrip vou aproveitar para vestir a carapuça e esclarecer algumas coisas.

Tento, e com intensidade, visitar a todos que tenho linkado aqui e nos outros blogs. Claro que nem sempre dá. Sem contar que respondo a cada comentário que recebo individualmente. E também, de vez em quando, durmo. Minhas visitas não estão vinculadas à reciprocidade. Meu critério de linkar alguém é direito exclusivo meu e só retiro o link quando vejo que o seu autor deletou o blog ou deixou de postar por muito tempo. Não que eu ache que é uma obrigação escrever, mas se desitir não custa nada deixar um aviso.

Quem me visita sabe a diversidade de blogs que eu tenho. Foi uma forma que encontrei de me organizar e, quando escrevo, assumo cada personalidade. Quem me conhece também sabe do meu humor tosco. Reconheço, sou tosco, debochado, desbocado e implicante. Tirando alguns entreveros evito, porém, ser mal-educado. E não sou em absoluto senhor da verdade, já me retratei aqui várias vezes, e não sou arrogante. Muito menos famoso. Se alguém acredita que "me acho" deve, com urgência, rever seus conceitos.

Escrever em blogs tem sido minha grande terapia, alguns, que aqui frequentam há mais tempo, devem se lembrar que passei por um problema de saúde e que escrever foi a forma que encontrei de fazer minha terapia. Isso necessariamente passa por não me estressar. Não vivo de blogs, por mais planos que tenha para o Juarez, o Cabrito Montês por exemplo. Tenho vida profissional, não do sexo infelizmente, como todos. Além disso, tenho outros compromissos pessoais que me tomam tempo. Sou o indignado, o pseudo-poeta, o escritor de estórias infantis, o mago oportunista e o puto, cada um a seu tempo. Sou também o Glênio Gangorra, o mais chato dos chatos, estou impressionado que apenas a Pati, do S.OB.R.E.T.U.D.O., tenha quase descoberto minha identidade secreta.

Em resumo, nunca quero sentir a obrigação de nada. Ia ser uma baita de uma merda.

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sexta-feira, agosto 24, 2007

Enredo


O que eu penso?
ah o que eu penso
tantos fios entremeados
fiados com a roca rangente
das lembranças teimosas.

Embaraçado em meios pensares
conflitantes
tranformados em invisível teia
vibrando a cada presa capturada.

Desconstruo, finalmente, fio a fio
as tramas deformadas.

Coloco abaixo
as falsas esperanças.


Especialmente para a 1º Lady Newton.
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quarta-feira, agosto 22, 2007

Divulgando

Tem post novo lá no Juarez, o Cabrito Montês. Leiam aqui.

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Segredos


O que nos leva a ter segredos?
um sopro de esperançoso vento,
que bafeja nosso rosto sequioso de liberdade?
o fio de meada partido,
dos pensamentos ilógicos e incoerentes?
torcidas e retorcidas lembranças,
detalhes devassos de inocentes gestos?
a troca de olhares profanos,
em meio às lúdicas orações, emanadas do púlpito?

O que nos traz para trás dessa porta?


Texto inspirado em "Saudades..." do blog Cor de Dentro, da minha querida amiga Claudia Perotti
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segunda-feira, agosto 20, 2007

Escritor

Depois de horas, olhando aquela resma de papel, me dei por vencido. Meus dedos travaram, minha boca secara. A mente se transformara em um campo estéril, sem vida. Minhas idéias se diluíram no mar de álcool consumido. Olhei o fundo do copo. Nenhuma gota, nada. A inspiração não deu sua cara, debochada. Ficou, talvez, perdida em meio à fumaça, dos muitos cigarros que fumara. O silencio era quebrado pelo bater ritmado do relógio de parede. A penumbra sufocante daquele quarto não me dava trégua, insuportável. Angustiado resolvo sair. Pela janela observara o movimento sutil da cidade. Talvez ali encontrasse essa musa desgraçada que atira, sem piedade, seu escárnio em meu rosto. Um vento frio me envolve. Uma bofetada. Encolho-me. Caminho pelas ruas já escuras. Ouço o som dos carros, das risadas bêbadas de algum bar próximo. Meus passos são absorvidos pelo pulsar do coração pétreo que sustenta a cidade. Pedras, pedras. Desvio para o beco mais próximo. Talvez ali, em meio ao fétido cheiro de lixo apodrecido, encontre-a. Musa, vagabunda. Flertando com outro, como uma rameira. Talvez na próxima esquina. Atento, ouço passos. Um tiro. O grito amargurado transborda da janela semi-aberta.

Encontro, enfim, a inspiração.

Leiam "Louco" um pouco mais abaixo.

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domingo, agosto 19, 2007

Divulgando

Depois de muita meditação e orações ao divino, o grande mago esotérico oportunista, Heitor Caolho, a quem tenho a honra e privilégio de psicografar, lançará, no Jus Indignatus, sua coluna "O Mago Responde". Esse iluminado luminar dos caminhos espirituais tem recebido inúmeros emails, de personalidades brasileiras e mundiais, com as mais diversas dúvidas nirvânicas. A partir da próxima quinta-feira não percam suas ponderadas orientações aos necessitados.

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quarta-feira, agosto 15, 2007

Louco

Observava, na esquina escura daquele beco fedorento. A fumaça do cigarro irrita meus olhos. Mas não perco de vista a janela. Não uma janela qualquer, a janela dela. Pensava nos últimos dias. Em como eu, cafajeste, havia caído tanto. Me sentia sem chão. Meu mundo todo revirado. Por causa dela. Todas as minhas angústias e medos surgiram. Como um furacão, varrendo para longe toda e qualquer esperança de proteção. Seu perfume, o cheiro que exalava depois do banho, suas curvas, aquele olhar safado e ao mesmo tempo terno. Suas doces palavras de carinho. As horas ao meu lado. Sua mão me amparando quando caía na sarjeta, embriagado. Sangrava por ela. Pela mulher-amante que tinha esbarrado sem querer. “Mas que merda!”, exclamei mentalmente. Onde estariam meus brios de macho comedor? Como iria encarar a roda do bar. Onde conto minhas conquistas, cada detalhe sórdido, das trepadas que dava. Onde bebo com prazer os olhares invejosos dos meus amigos. Onde tantas vezes enchi a cara para esquecer, dela. A janela escura não dava o menor sinal de esperança. Esperança de quê, porra? De ter uma vidinha mais ou menos, da infernal rotina do casamento? Do papai-e-mamãe regulamentar, que tantas vezes ouvira os otários casados reclamarem? Que se foda. Eu quero esta merda. Casaria com prazer, com ela. Por que não disse antes? Sou uma besta. Agora estou aqui, numa esquina fétida, angustiado, cercado por amarguras, desesperançado. Onde estará ela? No mínimo trepando com outro otário, que se deixou levar pelo canto de sereia. Vagabunda. Meus chifres crescem. Cadê a maldita garrafa? Aqui, aqui, ah, minha companheira, que tanto me consolou. Que presenciou minhas conquistas fugazes. Apoiou nas horas incertas e inúteis. Dê-me um gole. Um não, vários. Preciso de lucidez, coragem. Vislumbro um vulto. Há luz agora. É ela, minha amada. Não, a piranha que me sugou a alma. Apago o cigarro, o último. Dou meus passos. Dou-lhe um tiro.

Vagabunda.


Escrito pelo Bêbado de Rayol.

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Publicado originalmente no blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela bíblia e pelo Vaticano. E agora também no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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