quarta-feira, julho 28, 2010

Lembrar



As pétalas cobrem o leito, incandescentes faíscas,
os olhos marejam, as lembranças doidas, doídas,
nuas flores jazem agora, inertes, ao chão.

Suas lágrimas apagaram finalmente,
o fogo incipiente,
voltou-se, fechou a porta,
em solene silêncio.

E a faca, cravada, nunca retirada.

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sábado, julho 03, 2010

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O que dizer de um desejo tão intenso? Queria eu poder mergulhar em suas profundezas, envolver-me em suas águas, sorvê-la, ávido.

O que dizer de um desejo louco? Queria eu navegar em turbilhonados mares, hastear a bandeira em mastro teso, rizar velas e alcançar um porto seguro.

O que dizer do desejo? Essa quimera.

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quinta-feira, julho 01, 2010

Divulgando

Se puderem dar uma força cliquem AQUI.

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quinta-feira, junho 24, 2010

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Quero, por inteiro, a loucura,
a sofreguidão, o ai-meu-deus,
nem que seja por um átimo.

Perceberei, assim, no âmago da íris,
o deslizar lento, da intocada gota,
de sua agridoce umidade.

E seu sussurro final, ribombará,
libertário.

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quarta-feira, junho 09, 2010

Lançamento

“Mestres da Comunicação” reúne histórias de vida de pesquisadores

Lançamento acontece no dia 16/06

A Editora Phorte já colocou à disposição para venda no seu site a edição do livro “Mestres da Comunicação” que traz o perfil de dez jornalistas que fizeram da pesquisa acadêmica uma de suas áreas de atuação. Organizado pelas também jornalistas Monica Martinez e Rosemary Bars Mendes, o trabalho reúne em 208 páginas a trajetória de alguns sócios da Intercom, escritas por dez colaboradores diferentes. Os textos trazem a história de vida de Norval Baitello Júnior, Jair Borin, Wilson Bueno, Dulcília Buitoni, Carlos Chaparro, Boris Kossoy, Edvaldo Pereira Lima, Cremilda Medina, José Marques de Melo e Lucia Santaella. Para falar da trajetória desses pesquisadores um time de peso entrou no campo. São eles: Dimas A. Künsch, Jaqueline Lemos, Arquimedes Pessoni, Gisely Valentim Vaz Coelho Hime, Paulo Sérgio Pires, Rodrigo Capella, Monica Martinez, Raul Osório Vargas, Rosemary Bars Mendez e Vinicius Romanini.

A cerimônia de lançamento será no dia 16 de junho, às 19h, na Central de Cursos (r. Treze de Maio, 681 – Bela Vista – SP). Em setembro, o livro será lançado em ambiente acadêmico também no Publicom, evento que acontece durante o XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, em Caxias do Sul (RS).

Serviço: Lançamento de “Mestres da Comunicação”
Data: 16/06/2010, às 19h
Local: Central de Cursos (r. Treze de Maio, 681 – Bela Vista – SP)

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quarta-feira, maio 05, 2010

Projeto "Doe palavras"

Divulgando email recebido que achei muito interessante.

O Hospital Mário Penna em Belo Horizonte que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto sensacional que se chama "DOE PALAVRAS". Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho. Você acessa o site www.doepalavras.com.br escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e sua mensagem aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento. É bela a reação de esperança de muitos dos pacientes. Participem, não apenas hoje, mas sempre que puderem, doem um pouquinho das suas palavras e de seus pensamentos.

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sexta-feira, abril 30, 2010

Pecador

Enveredei-me em estreita trilha. Carregado de pudores, pesados e disformes, fui largando-os a cada passo. Desvesti-me dos dogmas e pré conceitos. Vislumbrei, ao longe, na trama das árvores nuas, a ardente luz dos pecados. Tentei-me, ah essa insidiosa tentação. O bafejo quente da inveja, dos orgíacos e devassos, me cobriu. Tolo, cobicei o gosto das mulheres que não tive em minha casta vida. Tê-las todas em minha cama, somente minhas. Desfrutar, então, de prazeres jamais sentidos e enroscar-me na teia da luxúria. Desempenhar como vigoroso garanhão, altivo, potente, incansável. Desprezar o lânguido ressonar dos valentes guerreiros após árdua batalha. Já tive demais disso em minha outra vida. A melíflua preguiça.

Com minhas mãos abro o caminho nessa vereda, palmo a palmo, gotejando o meu puro sangue, embebendo a terra antes sacra que pisei. Desfiz-me de pudores, vesti-me de pecados, para adentrar o inferno e, em fúria incontida, ceifar os demônios.



(Imagem: A tentação de Santo Antônio de Salvador Dali, e que foi gentilmente enviada por uma amiga muito querida)

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sábado, março 20, 2010

Devaneio

Hoje não escreverei um poema, nem um texto denso. Falarei aqui da SPSD, a Síndrome do Pseudo Sentimentalismo Depressivo. Você já deve ter cruzado com algum portador. É aquele que vai no seu blog e, depois de ler a porcaria que escreveu, deixa um singelo comentário do tipo "ai, que lindo", inócuo, impessoal e idiota. Nada mais irritante, pelo menos para mim, do que ler "gostei do seu blog, visite o meu". Ou pior, o portador dessa estranha doença tem o péssimo hábito de tentar interpretar o que leu, fazer algum metafísico juízo de valor a seu respeito e tomar partido. Principalmente quando lê um comentário seu em blogs alhures, onde, com a licença do escritor, e baseado na liberdade que ele te dá, traça um comentário jocoso. Outro traço macabro deste personagem caricato é o gosto duvidoso por artistas que morrem, de doença ou suicídio, e cuja fama ocorre post-mortem. Eu, se me for permitido, quero desfrutar da fama e do dinheiro enquanto vivo, caso contrário, foda-se. Se pudesse escolher minha morte, prefiro que seja baleado, aos 98 anos, por um marido corno e garotão, que me flagrou metendo furiosamente no rabo nunca-antes-dado-ao-marido-inepto, de uma gostosa e safada mulher de 20 e poucos anos.

Por último, por favor, peguem seu pseudo-sentimentalismo depressivo viado de grosso calibre e enfiem bem no meio do olho do seu cu.

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segunda-feira, março 08, 2010

Cego


Aos tropeços, cego, tateei ao longo do muro. Áspero era o toque, árdua a caminhada. Mesmo assim não desisti. A cada passo, um aroma. Nem sempre agradável. Esgotos exalavam sua carga putrefata. Só podia rezar para não patinhar na decomposição. Precisava encontrar o umbral, o limbo que libertaria meu corpo, a entrada para a paradisíaca utopia. E continuava tateando. Minhas esperanças minguavam a cada minuto. Longo era o muro, repetidos os aromas. Encontrei, surpreso, minha bengala. O ciclo se fechara. Morreu, enfim, por último, a esperança.

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segunda-feira, fevereiro 15, 2010



Curvo-me, cansado,
sobre estacas carcomidas,
fustigado, sem piedade,
pelos abutres da memória.

Curvados ombros,
de poleiro, estão servidos,
lembranças, a pútrida carne,
deixo-os a devorar.

Instigo-os, amargo,
com a palma da mão,
sirvo o cruento manjar.

"Deliciem-se, malditos,
libertem-me".

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Estranho



Em águas profundas,
ao vento me lanço,
capitão sem rumo,
estranho marinheiro.

Em névoas me calo,
acerto o compasso,
no incerto trovejar.

Capitão sem convés,
sem leme, través.

Aprôo agora certeiro,
abraço a morte, doce,
no derradeiro nevoeiro.

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domingo, janeiro 10, 2010

Pensieri e parole

Fui entrevistado pela Meiroca!!! Leiam amanhã AQUI

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