quarta-feira, dezembro 09, 2009

Dormir



Abraçado ao poste,
vomito a bile,
forro do leito,
onde dormirei.

Sinto carícias, tímidas,
línguas ásperas,
dos cães sarnentos,
alegres com meu retornar.

A vigília vil,
das putas histéricas,
não será necessária.

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terça-feira, novembro 03, 2009

Divulgando - Novo livro de Rodrigo Capella

Rodrigo Capella lança décimo livro

O escritor e poeta, Rodrigo Capella, autor de “Transroca, o navio proibido”, que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer, acaba de lançar o seu décimo livro. Trata-se de “Mistérios em Floripa”. Com muita ação e suspense, o décimo livro do autor é envolvente e pode ser lido em apenas uma tarde. Tudo começa no clássico do futebol catarinense (Avaí e Figueirense) e depois ganha as ruas de Florianópolis. Leia e ajude a desvendar quem matou o jogador Leleco, a estrela do Leão da ilha.

Em tempo: O presidente do Avaí, Zunino (na foto abaixo), já recebeu um exemplar. Para você adquirir o seu, entre em contato com o autor pelo e-mail contato@rodrigocapella.com.br

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segunda-feira, outubro 19, 2009

Divulgando - Podcast com dicas de livros

O escritor e poeta Rodrigo Capella, autor de “Transroca, o navio proibido“, que será adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer, acaba de lançar o PodCast Virando a Página. Toda semana, o autor irá apresentar uma nova dica de livro. Para ouvir, acesse: http://virandoapagina.mypodcast.com/index.html

Siga-o no twitter em @Rodrigo_Capella

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terça-feira, setembro 29, 2009

Som



Sou o eco, seco,
propagado,
no vácuo.

Fui, não mais o sou.


Gostaria muito de agradecer a uma grande amiga que, gentilmente, criou este novo template. Imagem de autor desconhecido.

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terça-feira, setembro 01, 2009

Divulgando

Tem texto novo no Juarez, o Cabrito Montês. AQUI.

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segunda-feira, agosto 24, 2009

Disputa


Em sobressalto, salta, à boca do cadafalso,
a corda, tensiona, esgana,
o pescoço esgarça,
bravamente luta, guincha,
afinal, o estalo vertebral.

Na morte paralítica,
esvai-se em merda e sêmen.

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terça-feira, agosto 18, 2009

O suspiro de um morto. AQUI.

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terça-feira, julho 14, 2009

Rasgar


Não é só dor,
nem tristeza.
É a lâmina cega da auto-piedade,
que rasga meu peito.

O sangue verte,
tolda o espelho,
a ferida,
não mais sentida.

Só me restou sentir,
o esmaecer do rubor.

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Evoé, baco


E, de súbito,
Morreu.

Fulminado pela cirrose,
Sufocado em bile,
Estremecendo, na sarjeta.

Choraram as putas,
Os mendigos, os cafetões,
Condoeram-se os passantes.

Enfim, liberto, ergueu um brinde,
O primeiro de uma nova vida.

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quarta-feira, junho 24, 2009

Pureza


O ódio é puro. Não tem pudicícia, nem interesse. É único. Focal. Não há ambiguidade. A faca cravada no coração do amante resvala. Ao odiar, o inimigo é atacado com fúria insana. Até a morte.

O ódio é uma arte. Não há a dissimulação do amor.

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segunda-feira, junho 08, 2009

Oportunidade

A coletânea XXI POETAS DE HOJE EM DIA(NTE), organizada pela Priscila Lopes e Aline Gallina, está com um preço especial na Livraria Livros&Livros e pode ser adquirida pela internet, através do link direto AQUI.

Boa leitura.

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terça-feira, maio 12, 2009

Riso


Aqui estou, na sarjeta, onde me deixei cair. Ébrio, talvez um pouco mais do que o costume, envolvido pela poça de vômito quase seca. Entre as nuves etílicas lembro de nossa conversa, a última, antes de vê-la acompanhar mais um de seus clientes. Riu-se de mim, pena e escárnio. De nada adiantaram as súplicas, meus gestos de carinho, os presentes caros, a cachaça, as margaridas. Desdenhosa, foi abrir as pernas por uns trocados. Retirei-me, então, cambaleante, acompanhado de sua gargalhada. Amparado por suas amigas putas, que sorriam.

O porquê das putas rirem será sempre um mistério.

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terça-feira, abril 28, 2009

Missiva

Minha dama, a quem no coração guardo, mesmo pequeno, um canto. Escrevo-te em pequenos versos, pequenos e talvez inúteis, sabedor que sou da distância amarga que nos separa. Digo-lhe, sem rodeios, que ainda trago a imagem fugaz de seu faceiro sorriso. Espero que o tempo esteja sendo benevolente e trazendo boas coisas, para seu manuseio. Estou fugindo do assunto. Às vezes a saudade faz sua ronda, batendo em minhas costas com seu açoite. Assim me lembro que nem tudo passou, nem passará. Espero que esta missiva não se perca, entre tantas que, com certeza, recebes. Leia com vagar. Navego agora mesmo para alhures, sem destino. Atrás do amor que perdi.

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Crianças refugiadas de Moçambique - O livro


A Grace Olsson colocou finalmente seu livro, sobre as crianças refugiadas de Moçambique, na praça, através da Editora Novitas.

O livro custa R$ 22,00 mais despesas de postagem.

Para comprar, acesse o site da Editora, AQUI, e cliue em LOJA.

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quarta-feira, abril 22, 2009

Bala

Hesitou, trêmulo, à frente do pelotão de fuzilamento. Respirou fundo. Era seu primeiro tiro de misericórdia.

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segunda-feira, abril 20, 2009

Campanha

Saiu o short-list da blogagem coletiva "Quem foi seu Monteiro Lobato". Não estou nela mas o excelente Marcos Pontes, do Esculacho e Simpatia, está. Votem nele AQUI. O texto do Marcos pode ser lido AQUI.

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sábado, abril 18, 2009

Blogagem Coletiva - Quem foi seu Monteiro Lobato?

Em homenagem ao "Dia Nacional do Livro Infantil", que é hoje, publiquei um texto lá no blog do Juarez, o Cabrito Montês. Faz parte de uma blogagem coletiva promovida pelo blog Fio de Ariadne.

Prestigiem. Leiam AQUI.

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terça-feira, abril 14, 2009

Companheiros

Eram dois companheiros. Andarilhos, sem destino certo, como devem ser todos os andarilhos. Não havia líder, nem comandado, apenas a vontade de ir em frente. Quase um instinto, de sobrevivência. Evitavam as confusões, o claro e o negro. Atravessavam cidades, vadeavam rios, defecavam à luz do luar.

Sempre juntos, aqueles dois cães.

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sábado, abril 11, 2009

Divulgando


Quem estiver em Floripa, prestigie. Maiores informações AQUI.

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quinta-feira, abril 09, 2009

Blogagem Coletiva - Quem foi seu Monteiro Lobato?


Vi nos blogs do Cejúnior e do Marcos Pontes a chamada para esta blogagem, promovida pela Vanessa do Fio de Ariadne. Como todos devem ter notado eu ando bem afastado da blogosfera, por várias razões. Mas não podia deixar passar uma blogagem que trata, no Dia Nacional do Livro Infantil, do, na minha modesta opinião, maior escritor brasileiro.

Então, no dia 18 de abril, vou publicar meu texto, lá onde faz sentido, no blog do Juarez, o Cabrito Montês. Espero vocês lá.

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terça-feira, abril 07, 2009

Inferno


Sob a mesa, entre garrafas vazias,
resmungo minha oração,
imploro o perdão divino,
covarde que sou.

Só então vomito a bile,
sobre o fogo eterno,
vã tentativa,
um delírio, da mente embotada,
insensível, pela maldita cachaça.

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Beatriz Mecozzi Moura - E-Book

Estou convidando, de graça e sem jabá, a lerem o e-book de Beatriz Mecozzi Moura, mulher do excelente Marcos Pontes. É sua estréia como escritora de poesias em livro. Para baixar o livro é só clicar neste link. É rápido, seguro e grátis.

O e-book tem a grande vantagem de não ocupar espaço, poder ser impresso ou não, ser lido no próprio computador sempre que o leitor quiser, ser enviado para amigos sem despesa de correios, sm ter que sair de casa e sem ter que carregar volume.

Julguem por vocês mesmos, depois podem mandar sua crítica para ela no e-mail (compulsaodiaria@gmail.com).

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sexta-feira, março 20, 2009

Sua língua sangrou minha alma. De nada adiantara enterrar minha adaga, em sua garganta.

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sexta-feira, março 13, 2009

O homem que lia


Aquele homem lia,
em voz alta, silencioso, sem desfaçatez,
à luz do dia ou na calada da noite, fria.

Lia tudo que à mão havia,
português, inglês ou javanês,
até livros da Turquia.

Devoravam-no, os livros,
a carne e os olhos, a lucidez,
era assim, de bom grado, que os retribuía.

E o tempo passou, envelheceu
ainda lia voraz, no vai-vem de sua rede,
relembrava as viagens, aventuras e picardias.

Morreu de repente, abraçado, a um gasto volume, em Braille.


Inspirado no livro "Coração de tinta", de Cornelia Funke, Editora Cia das Letras.

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domingo, março 08, 2009

Dia da Mulher

Continuo não entendendo qual a razão de ser ter um dia específico para elas. Deveriam receber flores, todos os dias. Deveriam ter seus direitos respeitados, todo santo dia. Como minha inspiração, essa mulher cruel, teimosa e fugidia, não vem ao meu encontro não deixarei aqui um escrito à altura. Deixo apenas meu grande beijo a todas vocês que, ainda, me honram com sua amizade e carinho.

Viva vocês.

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segunda-feira, fevereiro 09, 2009

O fio

Caminhava em passos lentos, após um cansativo dia de trabalho. Sob o sol inclemente capinara a terra. Sua foice, afiada pacientemente, cortara rente a erva impertinente. A estrada o guia. Cada passo, pesado, o leva para mais perto da recompensa, saciar a fome com um prato simples e matar a sede na água fresca. Faltava pouco quando um carro passou, lançando, sobre seu alquebrado corpo, restos da fétida lama que o sol não secara. Mesmo cansado ainda teve forças para levantar o punho, em indignação. O motorista parou, desceu de seu bólido e em lenta caminhada se aproximou. Sem uma palavra esbofeteou a enrugada face do simplório camponês. Sem um gemido o velho o decapitou. Uma última erva daninha fora cortada.

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Divulgo aqui um novo blog, de autoria da Lella, Diário de Bordo de uma Recém Cadeirante. Prestigiem.

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quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Juarez, a garotinha e o balão

Tem história nova lá no blog do Juarez. Quem quiser saber de novidades clique AQUI.

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terça-feira, janeiro 27, 2009

Sinais


Troam os trovões,
nos céus límpidos,
marulham as ondas,
nos plácidos mares,
uivam os ventos,
nas imóveis copas.

Lanço mão das amarras,
livro-me das âncoras,
a vela é meu leme,
sigo para a tempestade.

O mar, meu último refúgio.

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terça-feira, janeiro 20, 2009

Ruptura


Vejo-a ainda, altiva,
à beira da estrada,
o brilho em seus olhos,
esmaecendo.

Restam-nos apenas o engulho,
da despedida amarga,
faca cega cravada,
em nossos peitos.

Não haverão flores,
o cheiro ácido de lençóis amarfanhados,
o dia seguinte, a ânsia,
não haverá nada.

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quinta-feira, janeiro 15, 2009

Testamento


Às traças entrego minhas vestes,
puídas, encharcadas,
por vômito e lama,
das sarjetas que visitei.

Às putas dôo meu ouro,
boa paga pelo amor,
tantas vezes comprado
em urgentes becos .

No bar deixo polpuda herança,
as contas, malditas lâminas,
que fustigam meu pescoço,
mas ali ainda imploro, mais uma vez,
por um rabo.

Rabo-de-galo.


Escrito pelo Bêbado de Rayol, numa esquina qualquer.

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quarta-feira, janeiro 14, 2009

Verão, verás


Sou uma pobre alma,
fustigada pelo sol.
em caminhar tardio,
nas areias ardentes,
de um rico deserto.

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domingo, janeiro 04, 2009

Feliz ano novo

Há tempos digo que o tempo é um senhor obscuro, cruel, exigente e teimoso. Ele espera que cada passo que damos seja carregado de subjetividades, dúvidas e cobranças. Sabe que uma mão estendida é o correto, mas somos corrigidos pela mediocridade humana. Fazemos nosso melhor e colhemos o pior. E o tempo passa e o mudar o estado das coisas bordeja o abismo inexorável no fim da trilha finita. Empurramos isso sim, uma carreira de pedras. Torcendo para que elas encham o fundo do poço e possamos atravessá-lo sem problemas. Ou que essas pedras caiam nas cabeças dos infernais habitantes das profundezas.

Em cada verdade dita há uma mentira escondida.

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