segunda-feira, novembro 19, 2007

Súbito

Minha vida anda assim, em espasmos. Quando penso que as coisas vão se encaixar lá vem o destino e muda tudo. Vou me esbarrando em acasos. Na maioria, infortúnios. Não queria ir-me daqui assim. Queria deixar minha marca no mundo, na cidade. A cidade sobrevive. Somos como andarilhos, que vêm e vão, mas ela se perpetua. Será meu jazigo, minha lápide, o epitáfio. Em suas negras ruas escrevemos os atos vivenciados, as dúvidas que nos assaltaram e as perdas engolidas, qual trago de amarga bebida. Quero deixar uma obra que o cortante bafejo, do tempestuoso vento, não apague. Só nossas pegadas.


(texto inspirado no poema "POEMA À CIDADE" de Vieira Calado e publicado originalmente no Blog Coletânea Artesanal, no dia 15/11)

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