Já disse antes, nas tardes frias do outono, que ainda nada sei sobre o amor. Sei apenas o que sinto. As batidas arrítmicas que ora falham, ora teimam em pulsar distantes, no livre olhar, de tua sombra delineada. O rasgar da alma, no ouvir etéreo de sua voz, mas o amor mesmo não conheço, não lhe fui apresentado.
Sinto-me um trapezista, triste artista, que no ar se lança, sem rede.
O inverno da minha vida se aproxima.
Quarta-feira, Maio 21, 2008
Ato
Publicado por Ricardo Rayol às Quarta-feira, Maio 21, 2008 |
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Terça-feira, Maio 20, 2008
Kama Sutra Esotérico
Conheçam as principais posições do Kama Sutra esotérico Oportunista, clicando AQUI.
Publicado por Ricardo Rayol às Terça-feira, Maio 20, 2008
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Segunda-feira, Maio 19, 2008
Reflexivo
Pairava por ali o velho, no sombrio entardecer,
aboletava-se no promontório,
o duro resguardo, a torre da vigia.
Cheirava o vento, a tempestuosa aragem,
estava ele só, com seu cachimbo velho,
tão antigo como o vinco das rugas,
cicatrizes do tempo, da incessante faina,
Os sinais emergem, das brumas, da fumaça,
no seu pito, acalmava suas lembranças,
naquele entristecido entardecer sombrio.
Publicado por Ricardo Rayol às Segunda-feira, Maio 19, 2008 |
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Figuração
Superlativo, pleonástico, se valia das prosopopéias e mantinha aquele ar misterioso, calado. Abria a boca apenas para onomatopéias, algumas subliminares interjeições adverbiais. Transitava, despreocupado, pela hipálage. Criava hipérboles paradoxais. Era um mestre da antífrase. Afinal, era metonímico, alegoricamente antonomásico. Abraçou, no fim da vida, a causa sinestésica. Angustiava o coração com catacreses. Morreu de metalepse fulminante, sem nenhuma antítese. Por ironia, sua lápide foi sua obra-prima, a suprema perífrase.
Publicado por Ricardo Rayol às Segunda-feira, Maio 19, 2008 |
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Congratulações
Como presente te enviarei um email com mais de 3.550 memes e 232.452 selos canhestros ehehehehehe.
Publicado por Ricardo Rayol às Segunda-feira, Maio 19, 2008
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Domingo, Maio 18, 2008
Amanhecer
Era alvorada. Cuidadoso, abriu a porta. Silencioso, observou cada objeto da sala. Conformado, tomou do revólver. Desapaixonado, descarregou a arma no maldito galo.
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Sábado, Maio 17, 2008
Patíbulo
O processo foi extenuante. Condenada, caminhou lentamente ao longo do corredor. Perguntada quais suas últimas palavras, respondeu: Aceito!
Inspirado nesse mini-conto AQUI.
Publicado por Ricardo Rayol às Sábado, Maio 17, 2008 |
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Sexta-feira, Maio 16, 2008
Metamorfa
Claustrofóbica, forçou a parede. Quis, a natureza, que assim fosse a triste sina da borboleta.
Originalmente publicado no Twitter. Tenho tentado escrever lá pequenos textos como esse.
Publicado por Ricardo Rayol às Sexta-feira, Maio 16, 2008 |
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Terça-feira, Maio 13, 2008
Juarez e as formigas
Tem post novo lá no Juarez, o Cabrito Montês. Prestigiem.
Publicado por Ricardo Rayol às Terça-feira, Maio 13, 2008
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