quarta-feira, dezembro 09, 2009

Dormir



Abraçado ao poste,
vomito a bile,
forro do leito,
onde dormirei.

Sinto carícias, tímidas,
línguas ásperas,
dos cães sarnentos,
alegres com meu retornar.

A vigília vil,
das putas histéricas,
não será necessária.

13 leram:

Anônimo,  3:05 PM  

é certo...nenhum ser padece em solidão, quando tem um cão por perto!

Gostei muito do poema...forte e visceral.

Eu mesma

Anônimo,  3:07 PM  

Falo eu!

Olá, meu caro!

Há um tempo que não nos "víamos".

Apreciei no seu poema,

as sonoridades pouco comuns.

Gostei.

Abraço

vieira calado

http://vieiracalado-poesia.blogspot.com/

Luis F 12:04 PM  

"Nasce mais uma vez,
Menino Deus!
Não faltes, que me faltas
Neste inverno gelado
Nasce nu e sagrado
No meu poema,
Se não tens um presépio
Mais agasalhado.
Nasce e fica comigo
Secretamente,
Até que eu, infiel, te denuncie
Aos Herodes do mundo.
Até que eu, incapaz
De me calar,
Devasse os versos e destrua a paz
Que agora sinto, só de te sonhar.
Miguel Torga

Com os votos de um Feliz Natal, o teu amigo

Luis

Tina 11:26 PM  

Oi RR!

E eu vim aqui para te desejar Feliz Natal! Muita paz, muito amor, muito mais de tudo. E 2010 promete...

beijos querido,

Ronald 10:03 AM  

Um 2010 exuberante à você, meu caro...

Paulo R. Diesel 2:16 PM  

É isso. Bem dito.
Abraço

cristal de uma mulher 6:57 PM  

Linda literatura onde tu mostra o lado de cada um em vida e em morte. muito bem voltarei para contemplar estas beleza.
Rachel

Non je ne regrette rien: Ediney Santana 8:04 PM  

a palavra e a foto, a poesia e o poema se encontram em perfeita verdade e beleza

Patrícia Lara 10:19 AM  

Olá, Ricardo!

Encontrei o teu blog por acaso e gostei muito dos teus poemas. São fortes e carregados de imagens realistas! Parabéns pelo espaço.

Um abraço,
Patrícia Lara

Priscila Lopes 8:47 AM  

hahahahahahha
AdoooRo a acidez de Ricardo!

Anônimo,  12:48 AM  

Tua casa mudou. Pintou as paredes, trocou as fotos no porta-retratos, alterou uma estética a que eu havia me acostumado. Não foi apenas o tempo que passou, você passou por ele colhendo rebeldias. Ainda o bêbado diante da dor que mulheres não domam, asfaltos não acolhem e apenas o cão reconhece. E eu. Cadela? Farejo uma distância que não alcanço e lanço meu anzol para fisgar tuas lembranças.
Faz muito tempo nossa última foto juntos...

Fica em paz.
Com amor,

Denise.

Joe_Brazuca 6:56 PM  

"...e eis o mistério da fé..."




bom !

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