quarta-feira, julho 28, 2010

Lembrar



As pétalas cobrem o leito, incandescentes faíscas,
os olhos marejam, as lembranças doidas, doídas,
nuas flores jazem agora, inertes, ao chão.

Suas lágrimas apagaram finalmente,
o fogo incipiente,
voltou-se, fechou a porta,
em solene silêncio.

E a faca, cravada, nunca retirada.

9 leram:

layla 2:09 PM  

o que dizer do vermelho no peito sem rumo, numa dor que nunca cabe e faz transbordar os dias ?

belo, belíssimo poema...

porém, falta-me a compressão necessária para entender se a faca cravada está no peito apenas do poeta ou também no peito do homem que dá voz ao poeta.

mas como só sei do Poeta, é para ele que falo:

faca nenhuma fica eternamente cravada no peito, fica na mente ( talvez pelo medo de que novas feridas se abram) o que embota a visão e impede que os olhos veem um outro alguém ávido por lamber e curar as suas feridas.

O coração não se entrega, não se desiste dele, não se dá:
- alimenta-se!

permita-se não mais se lembrar...
permita-se ser novamente feliz...

Poeta, a faca cravada no seu peito fez sangar até a minha alma.

Paulo 8:34 PM  

Profundos cortes fazem sangrar mas não estirpam os sentimentos.

Belo poema Ricardo.

Maçao Filho [Delos] 7:51 PM  

Palavras que cortam, que ferem fundo de faca. Que fazem do desencanto a trilha sonora a ressoar altissonante durante a cena. Poema de uma subjetividade tão intensa que chega a ser quase mordaz - mas, ainda assim, doce. Sendo que o mesmo se pode dizer sobre a imagem - escolha perfeita.

De parabéns, pelo texto e pelo blog em si. Na expectativa do próximo poema.

Chellot 11:01 AM  

Pétalas que machucam a alma e a ferida insone paira sedutora.
Linda poesia. Beijos doces.

F. Otavio M. Silva 12:26 AM  

Adorei o Post, Parabens; Vou vir mais vezes por aqui.
Dá um passada no meu blog quando puder.
http://otaviomsilva.blogspot.com/
¬¬°ºoO
Forte Abraço

mundo azul 11:49 AM  

_________________________________

... um poema bem intenso! Por vezes, o momento vivido, deixa sim, marcas que podem até se atenuar, mas não se apagam nunca...

Gostei muito!

Beijos de luz e o meu carinho...

_________________________________

Cláudia 1:12 PM  

que trágico, querido

Cláudia 8:51 PM  

onde anda?

Vieira Calado 9:41 PM  

Por onde tem andado, amigo?

deixou cair o blog?

Um forte abraço

  ©A Cor da Letra. Template e layout por layla

TOPO  

Clicky Web Analytics