segunda-feira, fevereiro 15, 2010



Curvo-me, cansado,
sobre estacas carcomidas,
fustigado, sem piedade,
pelos abutres da memória.

Curvados ombros,
de poleiro, estão servidos,
lembranças, a pútrida carne,
deixo-os a devorar.

Instigo-os, amargo,
com a palma da mão,
sirvo o cruento manjar.

"Deliciem-se, malditos,
libertem-me".

6 leram:

layla lauar 9:56 PM  

como assim libertar-se das lembranças? vc não seria o poeta que é se não as tivesse, se suas feridas mal cicatrizadas não doessem mais, não sangrassem todas as vezes que alguém as toca...

na maioria das vezes as histórias passadas,doloridas, mal resolvidas ou inacabadas ...são as que compõem os mais belos poemas...

e este seu poema é tão bonito que merecia tb um comentário tão poético quanto, porém a inspiração brigou comigo faz tempo e não quer fazer as pazes...

enfim...gostei por demais!

Cláudia 1:03 PM  

vc. mudou
incrivelmente


mas te amo mesmo assim.

rs

beijão querido

Naeno 7:33 PM  

E é, quando menos esperamos estamos sendo trucidado pelo mundo que riu quando chegamos, e nos ofereceu o seu regaço, para depois nos soltar em sua imensidão, não entendo o que era pra ser entendido, entendendo os planos da traição por parte de outros tantos perdidos

Um beijo
Naeno Rocha.

Mile Corrêa 10:41 PM  

A memória pode te castigar mas
a ausencia dela não faria pior?
Você faz arte com as palavras!
Adorei!

Anne Baylor 8:40 PM  

O mesmo de sempre..
Muito bom.

saudade Rayolll!!!!


Beijos>

Nati Caetano 7:40 AM  

Bom dia Ricardo.
Belo poema.Ema água profundas o barco fica a deriva e não ouço a minha canção.Seu poema me deu inspiração.Lindoooo.Adorei.Um abraço e aguardo você lá no meu blog.
Beijos....Nati

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