quarta-feira, abril 25, 2007

Pseudo-soneto natimorto


solitário, carrego amarguras,
visto-me em mortífera armadura
círculos, elipses, rudes quadraturas
estéril sofrimento cobiçado

aos vícios retorno, me rendo louco
desestruturo futuros moribundos
em curtos círculos cíclicos errados
um prisioneiro de atos impensados

debruço-me só em toscos parapeitos
contemplo abismos sem fundo, sem trégua
cubro-me de mórbida auto-piedade

liberto-me de amarras corroídas
enganado por véus carcomidos
na pele ferida, grilhões costurados


Tem post novo no Pseudo-Poemas e no Cantábile. Prestigiem.

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