segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Estranho
Em águas profundas,
ao vento me lanço,
capitão sem rumo,
estranho marinheiro.
Em névoas me calo,
acerto o compasso,
no incerto trovejar.
Capitão sem convés,
sem leme, través.
Aprôo agora certeiro,
abraço a morte, doce,
no derradeiro nevoeiro.
Marcadores:
E
Assinar:
Postagens (Atom)