terça-feira, janeiro 27, 2009

Sinais


Troam os trovões,
nos céus límpidos,
marulham as ondas,
nos plácidos mares,
uivam os ventos,
nas imóveis copas.

Lanço mão das amarras,
livro-me das âncoras,
a vela é meu leme,
sigo para a tempestade.

O mar, meu último refúgio.

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terça-feira, janeiro 20, 2009

Ruptura


Vejo-a ainda, altiva,
à beira da estrada,
o brilho em seus olhos,
esmaecendo.

Restam-nos apenas o engulho,
da despedida amarga,
faca cega cravada,
em nossos peitos.

Não haverão flores,
o cheiro ácido de lençóis amarfanhados,
o dia seguinte, a ânsia,
não haverá nada.

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quinta-feira, janeiro 15, 2009

Testamento


Às traças entrego minhas vestes,
puídas, encharcadas,
por vômito e lama,
das sarjetas que visitei.

Às putas dôo meu ouro,
boa paga pelo amor,
tantas vezes comprado
em urgentes becos .

No bar deixo polpuda herança,
as contas, malditas lâminas,
que fustigam meu pescoço,
mas ali ainda imploro, mais uma vez,
por um rabo.

Rabo-de-galo.


Escrito pelo Bêbado de Rayol, numa esquina qualquer.

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quarta-feira, janeiro 14, 2009

Verão, verás


Sou uma pobre alma,
fustigada pelo sol.
em caminhar tardio,
nas areias ardentes,
de um rico deserto.

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domingo, janeiro 04, 2009

Feliz ano novo

Há tempos digo que o tempo é um senhor obscuro, cruel, exigente e teimoso. Ele espera que cada passo que damos seja carregado de subjetividades, dúvidas e cobranças. Sabe que uma mão estendida é o correto, mas somos corrigidos pela mediocridade humana. Fazemos nosso melhor e colhemos o pior. E o tempo passa e o mudar o estado das coisas bordeja o abismo inexorável no fim da trilha finita. Empurramos isso sim, uma carreira de pedras. Torcendo para que elas encham o fundo do poço e possamos atravessá-lo sem problemas. Ou que essas pedras caiam nas cabeças dos infernais habitantes das profundezas.

Em cada verdade dita há uma mentira escondida.

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