domingo, setembro 30, 2007

Out of order

Pessoal,

Por questões de ordem profissional estou em falta com as visitas a vocês e com minha criatividade meio caótica. Estou me organizando para voltar a normalidade esta semana. Agradeço a paciência.

E estou aqui, ontem.

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terça-feira, setembro 25, 2007

Vácuo


Idéias, idéias
onde estão as malditas idéias,
palavras que capturo,
que de embaralhadas letras
em versos transformo?

Perambulo pelas trilhas
observo, espero, imploro
por um único relancear
na inspiração desgraçada
que teima em fugir.

Minha mente, a chantagista
à qual entrego meus tesouros,
parcos, ridículos,
se ri do meu atroz sofrer.

Recorro ao gesto covarde
a fuga pelo estampido alto,
salvação metálica de chumbo
um lampejo, o tiro,
o alívio.

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Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem. Participo também do Coletânea Artesanal. São muitos trabalhos fantásticos. Recomendo a visita.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano.


E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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sábado, setembro 22, 2007

Livro Aberto

Hoje estou aqui.

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sexta-feira, setembro 21, 2007

Caneta de ouro - Os indicados

Depois de muita ralação e dúvidas existenciais aqui vai a minha relação de indicados ao prêmio "Caneta de Ouro". Finalmente!!!!!

Saramar com Silêncio.

Claudia Perroti com Ela....

Lunna Guedes com Felicidade.

Fernanda Passos com Des(ilusão).

Ana com (Es) Fumaçar.

Maiores informações leiam aqui.


Boa sorte a todos.

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quinta-feira, setembro 20, 2007

Festa


Unimo-nos festivos
bêbados regurgitados, o fétido hálito,
putas remelentas e seu amargoso perfume,
maltrapilhos, mendigos, mortos-vivos.

Saudemos a bacanal,
orgia desenfreada, ébria
encontro profano de anjos
decaídos.


Escrito pelo "Bêbado de Rayol", caído em uma sarjeta qualquer. Originalmente publicado no pseudo-poemas.

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quarta-feira, setembro 19, 2007

O homem que esquecia

Em suas andanças vai encontrando pedras. Desconheço a razão de suas existências. São pedras pequenas, aquelas que teimam em invadir os sapatos. Ou pedras grandes, intransponíveis. Pedras que lhe forçam a seguir outras direções. Outros rumos. Não me importo. Sempre sonhou em ser um bandeirante. Escolho, então, as trilhas que se apresentam, mesmo as fechadas por densas matas Não há mais nada. Nem o nada comum, nem o existencial. Não se atém a filosóficos pensamentos. Tergiversei-o. É um paradoxo. Caminha em direção ao desconhecido e não sonha com um oásis. Confuso. Perco-me na espiral do tempo. Traça metas que não atinge. Esqueço os traços, as palavras, as imagens. São borrões em suas lembranças. Quando muito, um fio de memória se mantém. O fio da meada, talvez. Não sei de onde venho. Não sabe para onde vai. Não pode. Não quero. Vive o hoje. O prato de comida. Sacio a fome. Toma em mãos a moringa, que sacia a sede. Uma cama. Isso me basta. Vai andando, maltrapilho. Um pobre mendigo. Caminho no insano esquecimento. Esqueçam-no.

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Fui indicado pela Van, do blog Van Filosofia, com mais um escrito para o "Caneta de Ouro". Ainda estou finalizando a escolha dos meus indicados. Não sabem o trabalho que está dando.

Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem. Participo também do Coletânea Artesanal. São muitos trabalhos fantásticos. Recomendo a visita.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano.

E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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segunda-feira, setembro 17, 2007

Espera

Somos eternos esperançosos. Esperamos de tudo um pouco, transformar sonhos em realidade, a paixão reprimida em conquista gloriosa, dos estranhos um gesto de compreensão. Trilhamos, inconscientes e claudicantes, o barro primário. Refazemos os caminhos confusos que nos trouxeram até aqui. Tentamos ver através das cinzas de nossas lembranças. Somos cobertos por elas. Obliteram-nos a visão, o livre arbítrio, o olhar direto ao rumo traçado. Rumo. Qual barco, desgovernado, vogamos ao sabor do mar. Atravessando as ondas inclementes, que nos acertam sem dó nem piedade. Não adianta. A esperança é vã. É pífia. É um cais maldito, onde jamais aportamos. Esperamos ansiosos pela salvação. Tristes marinheiros. Todos nós.

Originalmente publicado no Coletânea Artesanal.

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Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem. Participo também do Coletânea Artesanal. São muitos trabalhos fantásticos. Recomendo a visita.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano.


E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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sábado, setembro 15, 2007

Coletânea Artesanal e Livro Aberto

Hoje estou com dois escritos inéditos publicados. Um no Livro Aberto, que vocês poderão ler aqui. Outro no Coletânea Artesanal, leiam aqui.

Vale à pena a visita.

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quinta-feira, setembro 13, 2007

Caneta de ouro



Fui indicado pela minha dileta amiga Daniele Vasques, do blog Mulheres de Preto, pela Flavia Brito, do blog Cotidianidades e pela Mariliza Silva, do blog Tempo de Saturno, ao prêmio "Caneta de Ouro - Poesia "in blog" 2997". Foi criado pelo André Soares e pela Rita Costa.

Estarei concorrendo com os seguintes poemas:

Tua boca, indicado pela Daniele.

Segredos, indicado pela Flavia.

Olhares, indicado pela Mariliza.

As regras são claras, leiam aqui, e deixo um aviso para quem me indicou, a quem indicarei e a quem me visita: Leiam atentamente as regras, tem coisa lá que passa batido se não ler com calma.

Estou vendo ainda a quem vou indicar e não vai ser tarefa fácil. Logo que me decidir aviso a todos por email, publico aqui, aviso aos organizadores e bebo 1 litro de cachaça, a ordem das tarefas ainda estou decidindo.

Em tempo: Sim pessoal, eu tenho aversão a memes (que se pronuncia mimi, que é a palavra mais viada que já li), indicações e correntes, mas como a minha dileta amiga, e gurua, Daniele fez um pedido com a maior gentileza e carinho, abri uma exceção. Não estou sendo condescendente, longe disso. E é uma forma de descobrir se o que escrevo é poesia mesmo ou apenas letras anárquicas e caóticas.

PS: Carajo, esse deve ter sido o post com a maior quantidade de links que já escrevi.

PS2: Carajo2, passei o dia todo alterando os links daqui. Retirei alguns. Incluí muitos. Como sou uma pessoa realmente legal e maneira, os blogs, que estão no "Outras Letras", eu reproduzo no Jus Indignatus, nos Blogs Culturais etc. Então aqui um vale dois. Reafirmando minha posição democrática, reitero, novamente e de novo que ninguém tem a obrigação de me linkar, me visitar ou qualquer ação parecida. Mas se visitarem comentem, puerra.

PS3: Sim estou desbocado.

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segunda-feira, setembro 10, 2007

Megera

Cidade miserável essa, 3 horas para chegar em casa, bosta de subúrbio. E isso de acordar às 5 da manhã? Não é para uma cristã como eu. Bem feito, sua burra. Bem que minha mãe dizia que era para ter casado com o Ernani, o que virou supervisor do supermercado. Esse zinho aqui é um cretino, um merda mesmo. Sem ambição. Um coitado. Fica o dia todo largado por aí, deve estar no bar agora, o desgraçado, bebendo com aqueles amigos chinfrins. Ainda bem que não tem futebol. Mas a Inês é morta, como dizia meu pai. O que é pior é o ônibus. Ficar espremida em pé é coisa de pobre. Aquela esfregação é coisa do demônio. E aquele cheiro de bodum, meu Deus. Ah se soubessem que gosto mesmo é de um homem perfumado, e ainda quando é bem servido. Que nem o namorado dessa vaca do lado. Bem apanhado, educado, respeitador. E a putinha ainda por cima esnoba com ele. Não sei o que ela viu naquele outro, o que tem cara de tuberculoso. Isso ainda vai acabar mal. Eu que não vou fazer fofoca. Se bem que se o bonitão largasse dela eu podia me aproveitar. Já vi como ele olha pra mim, guloso. Guloso e safado, o homem. Ai meu Deus, tenho que ir a igreja. Já tem uma semana que não me confesso. E essa quentura aqui no meio das minhas pernas não é normal. O inútil não preparou nada pra janta. De novo. Vou me virar com o que tem. Estou tão cansada. Bosta de vidinha ridícula. Bosta, bosta, mil vezes bosta. E a vaca da vizinha no bem-bom. Deve estar trepando por aí, a meretriz. Olha ela aí chegando toda faceira, que inveja. Ai meu Deus, um tiro.

Deu cabo dela o corno. Bem feito, rameira.

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Covardes


Não recordamos vitórias,
os momentos felizes e fugazes,
nos enredamos tão somente
por pensamentos mórbidos,
apenas insalubres visões
motivam.

Somos suicidas infames, covardes
as lembranças amargas são desculpas,
para o ato vil,
da própria morte.


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Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano. E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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quinta-feira, setembro 06, 2007

Escolhas


Rezem o credo, o terço,
a suplicante oração,
expiem suas culpas, contritos,
ajoelhem-se em penitência,
implorem perdão, supliquem
aos deuses, todos eles,
roguem.

Invistam no diálogo hipócrita,
a troca muda de palavras vazias
a salvação confusa, o alívio
e, do umbral do templo,
mirem as veredas abertas
as trilhas.

Escolham uma, apenas uma,
seres confusos,
pecadores.


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Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano. E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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segunda-feira, setembro 03, 2007

Matricômio


Lá vem ela, de branco
grinalda e flores,
caminha lenta, pausada,
mira vacilante o cadafalso,
engole suas súplicas,
sorri.

No alto do púlpito, patíbulo
aguardam seus algozes,
um, do golpe curto,
de livro em punho,
o outro, o torturador eterno,
sorriem.

O povo
testemunhas apadrinhadas
do ato obsceno,
a vingança, enfim,
aplaudem, imorais.

De branco virgem,
branco puta
vendida a preço módico
por todos nós.


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Aos sábados, estarei escrevendo um texto inédito no blog Livro Aberto. Prestigiem.

Leiam o blog Pseudo-Poemas. Leiam também o que publico no Cantábile. Em ambos estão os textos proibidos pela Bíblia e pelo Vaticano. E agora no Memórias Póstumas de um Puto Prestimoso.

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sábado, setembro 01, 2007

Livro Aberto

Hoje estou aqui.

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