quarta-feira, novembro 29, 2006

Deuses pornográficos II

I

Ponto intumescido
Alvo
De meus carinhos, caricias
Sabor divino
Mel
Enche-me a boca
Escorre
Me lambuza
Entontece
Enlouquece


II

Ato insano
Impudico, lascivo
Mãos entrelaçadas
A fundo une
Rigidez, umidade
Conexão

III

Envolva-nos, mar
Neste ato
Acoberte-nos, proteja-nos
Embale
Nos dê o ritmo
Traga-nos o gozo
Purifique-nos

IV

Manso rio
Palco metamórfico
Dos desejos
Rápido corre
Traz o fogo
Ao fértil solo
Quero-a nua
Arrepiada
Impura
Domine-me, possua-me
Mansas margens
Deliciosa malícia

(com a gentil colaboração de minha amiga anônima)

V

Luxúria
Inconseqüente
Beba-me
Completamente
Explore-me
Abertamente
Dispa-me, transgrida
Ilimitada que seja
Sua imaginação
(desconheço a autoria das imagens - colaboração de minha amiga loirinha)

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Clarear


Nuvens
Flutuam tremulas
Impedem, embaçam
Minha busca
Meus encontros
Desencontro
Desanuvia minha mente
Clareia meus sentidos
Novamente
Encontro-me
À caminho

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terça-feira, novembro 28, 2006

Enlace


Pele
Doce toque
Sutil descoberta
Arrepios envolvem
Corpos sôfregos
Umidade lasciva
Desejo inconfesso
Corre, escorre
Excitante enlace
Pele
Áspero toque
Penetrante
Rasga meus pecados
Pedaços inúmeros
Vital sensação
Impudica pele
Aprisiona-me
A você

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segunda-feira, novembro 27, 2006

Eu, o rio


Sou transparente
Como águas de um rio
Caudaloso
Como as corredeiras
Uma cachoeira
Que desperta
Inegável paixão
Arrasta
Em remoinhos
Alucina
Os sentidos


(desconheço a autoria da imagem)

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domingo, novembro 26, 2006

Derrota


Gosto de fel
Travo ácido
De impotência
Amargo, impune gosto
À força engolido
Absorvido, digerido
Regurgitado
Desgostoso gosto
Solitário
Intragável
Paladar improvável
Inesperado gosto

(desconheço a autoria da imagem)

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sábado, novembro 25, 2006

Crucis


Rogos,
Inseguros apelos
Insatisfatória mudança
Divindades
Fé incerta
Credos
Incapazes e misteriosos
Busca egoísta
Interminável, brutal
Rogo, imploro
Pela salvação

(imagem do site www.jerseyheritagetrust.org)

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sexta-feira, novembro 24, 2006

Pecado


Vil pecado
Sucumbo
Aos seus desígnios
Onde estás
Solitário pecado
Encontra-me
Domine-me
Atende meus apelos
Minhas suplicas
Pecado, quase mortal

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quinta-feira, novembro 23, 2006

Elo

Une, almas
Aproxima
Seres
Que almejam
Coisas, comuns
Complexas
Atrai-a
Respeite-o
Elo único

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Ávido


Ansiedade
Me domina
Subjuga
Ânsia
De querer
De estar
Sem brumas, espelhos
Distância
Não encurta, aproxima

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quarta-feira, novembro 22, 2006

Deuses pornográficos

Beijo sua nuca, seus lábios,
Enrijeço meu membro
Enorme de desejo, tesão
Exploro teus cantos, recantos
Boca ávida que suga
Cada gota do teu mel
Que escorre por tuas coxas ávidas
Penetro-te com força
Vigorosos gozamos
Derramo-me dentro de você

Bocas que se beijam
Seios que se roçam
Observo
Ávido
Ereto
Em transe, êxtase
Corpos que se fundem
Bocas sugando o mel
Salgado de desejo
Dedos que exploram
Recantos sensíveis
Toco-me
Sentimos o gozo
Chegar intenso
Ápice
Prazer que não se aplaca
Bocas que bebem

Domínio
Subversivo, opressivo
Submeta-se
Converta-se
Amarras lhe prendem
Do teto pende
Insegura, presa fácil
Aberta aos meus caprichos
Sedenta por eles
Arrepios na pele
Umidade incontrolável
Faço meu papel
Torturo-a
Lentamente
Deixo minhas marcas
Implora por elas
Gozo
Incontrolável

Corpos que se tocam
Dançam colados
Sensações insanas
Corpos que se roçam
Descem
Caminho da luxuria
Perdição
Boca, pau
Pau, boca
Mel que escorre
Sacia
(Imagens cedidas gentilmente pela minha amiga loirinha. Desconheço a autoria)

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terça-feira, novembro 21, 2006

Tentação


Compulsão
Ladeira abaixo
Borbulham
Idéias, emoções
Fixo
No alvo
Encontro algo
Perdição

(desconheço a autoria da imagem)

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domingo, novembro 19, 2006

Inimigo


Inumano coração
Tortura o corpo
Inconsciente
Alma infértil
De idéias estéreis
Rumina, mina
A vontade
Corroe
A verdade
Despreza
As certezas
Estimula
Os lamentos
Desesperados
Bizarro coração

(desconheço a autoria da imagem. Título sugerido pela Saramar do Falares)

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sábado, novembro 18, 2006

Condenação


Trabalho
Força, forca
Tambores
Ritmo que conduz
Galés
Infinito, infindável
Ritmo
Açoite ácido
Corta a pele
Machuca a alma
Grilhões, prisão
Trabalho

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Agradecimento


Acho que todos que escrevem tem uma dificuldade tremenda em nomear seus escritos. Pelo menos comigo é assim. Quero agradecer de coração a ajuda da Rose na nomeação de vários dos escritos que publico aqui. Poemas e Amores Rules!!!

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quinta-feira, novembro 16, 2006

Máscara


Esconda-me
De minhas fantasias
Desejos
Mostre
A outra face
Engana
A quem me observa
Dissimula
Os sentimentos
Amarga máscara

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quarta-feira, novembro 15, 2006

Pedras


Pedras
Amassam, esmagam
Rolam, compactam-se
Amontoam-se
Pedras
Escoram, amparam
Rolam, fraturam-se
Separam-se
Pedras
Marcam, cercam
Rolam, constroem
Demarcam
Pedras
Dividem, colidem
Rolam, correm
Transformam-se

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terça-feira, novembro 14, 2006

Destino


Cruel destino
Brinca, manipula
Traz delírios
Sonhos
Pesadelos
Malandro, ardiloso
Engana, negocia
Negaceia
Esperançoso destino
És imortal
Amoral, sem fronteiras
Justo

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Vitimado


Anda coração
Solitário
Faça de mim sua presa
Ser
Independente
Sarcástico
Sente-se no caminho
Ria-se de mim
Humilhe-me
Deixe sua gargalhada
De escárnio
Arrancar-me
O bom senso
A razão
Solitário coração
Mate-me


(imagem do site www.sublimephotography.co.uk desconheço o autor)

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segunda-feira, novembro 13, 2006

Transformação


Esgotado
Esquecido
Apagado
Em somente um dia
Virar a mesa
Encontrar a retidão
Do caminho tortuoso
De qual fujo
Procurar ternura
Candura
Vida
Realizar realidades
Irrealizadas

(desconheço a autoria da imagem)

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sábado, novembro 11, 2006

Tambores


Retumbam no horizonte
Sons
Que calam fundo
Ruflam tambores
Sons
Que excitam
Retumbam, ruflam
Batidas, baticuns
Ritmos, pausas
Ruflam
Retumbam
Trovoadas

(imagem: "Tocando Tambores" pintura de Alejandro Durán)

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sexta-feira, novembro 10, 2006

Andarilho


Vaga soturno
Sem rumo
Sem estada
Sonâmbulo
Pede, coleta
Despede-se
Sem causa, sem ritmo
Em círculos
Sobrevive

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quinta-feira, novembro 09, 2006

Sete pecados


ORGULHO

Nobre vitória
Atos impossíveis
Destemido coração
Audazes vitórias
Que clarins anunciam
Supremo sentimento
Só um
Só eu
Eu só

IRA

Dor que não cede
Não termina
Não se esquece
Rancor emergente
Submerge, esmaga
Revolta, revira
Castiga, maltrata
AVAREZA

Rico mercador
Sagaz
Que Corrompe
Abjeto objeto
Rompe
Glórias alcançadas
Ingratas glórias
Rico mercador
Pobre mortal
MELANCOLIA

Forças, fatos
Ao largo
Passo, atônito.
Acompanho
Iludo o tempo
Repasso o passo
Iludo a mim mesmo
LUXÚRIA

Envolva-me
Em lençóis, em prazeres
Cubra-me
De carícias, lascívia
Descubra-me, deixe-me nu
Acoberte meu coração
Fecho-me
À razão
VAIDADE

Espelho
Que a alma reflete
Beleza impura
Reflexo refletido
Face sentida, sofrida
Que a face reforma
GULA

Desejo que me consome
Voraz, Dependente
Sôfrego alimento
Alma insatisfeita
Alma incapaz

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Ida


Indo
Sentindo
Moendo
Remoendo
Ida, Indo
Vou
Irei
Indo
Remoendo



(imagem "La angustia de la partida" de Giorgio De Chirico)

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Partida

Apagam-se as luzes
Fecham-se as cortinas
Arrumam-se os lençóis
Partida
Sem direção
Sem destino
Sem você
Arde a ferida
Aberta no peito
Na alma
Parto
Sem volta

(desconheço a autoria da imagem)

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Miragem

Qual nômade
Procuro suas pegadas
Na areia
Vagando
Procuro seus rastros
Ávido
Sôfrego
Encontro miragens, ilusões











(desconheço a autoria da imagem)

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quarta-feira, novembro 08, 2006

Traços


Lágrimas estéreis
Gosto de saudade
Lugares vazios
Rompem o horizonte
Andarilhos solitários
Pastam, caminham
Apenas
São pontos
Traços

(imagem do site www.fotografia-na.net, desconheço a autoria)

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Luta



Golpeia livremente
Adoça, retorce
Castiga, adula
Corrompe

Como algoz
Espreita
Meu tropeço
Desmascara
Meus intentos
Desnuda
Minha alma

Golpeia, massacra
Deforma, reforma
Sem alento, sem trégua
Me afoga

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terça-feira, novembro 07, 2006

Exclusão


Bate martelo
Bate-estaca
Tremem Alicerces
Paredes se erguem

Muro contido
Intransponível
Intocável
Bloqueia, separa

Vidas fechadas
Inseguras
Inertes
Impossíveis

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segunda-feira, novembro 06, 2006

A cor da letra


Letra
Cor
Escritos
Benditos
Branco manto
Fúnebre encanto
Dourado ouro
Escravidão
Verde Mar
Tempestuoso
Prata brilho
Frio acalanto
Vermelho rubro
Lábios intensos
Azul céu
Libertação
Negro
Vida revivida
Benditos
Escritos
Cor
Letra

(imagem "Colored Alphabet" de Jasper Johns)

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domingo, novembro 05, 2006

Guerreira


Radiante criatura
Coração apaixonado
Sussurra
Envolve
Criatura que luta
Sobrevive
Supera
Voz que não se cala
Não se submete
Alcança

(desconheço a autoria da imagem)

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Solidão


Deserto coração
Rocha batida
Intocável
Noite negra
Insondável
Solidão

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Amor inseguro

Este amor inseguro
Inconstante
Intangível
Como as areias do tempo
Imutáveis
Inconstantes
Saudade que marca
Machuca
Destrói
Este amor inseguro

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Asfixia

Voz que fala
Que sussurra
Que uiva

Ventos que carregam
Que limpam
Que uivam

Sopro de ar
Asfixia
Sufoca
Ilude

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Deixe-me

Não me prendas
Com palavras
Gestos

Não me amarres
Com carinhos
Carícias

Não me sufoques
Com beijos
Sussurros

Deixe-me livre
Deixe-me só
Deixe-me

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Insensatez

Insensatez amar
Um grande amor
Sentimentos insensatos
Marcados a fundo

Dilúvio
Mar inconstante
Que bloqueia
A paixão

A vida caminha
Por instáveis veredas
Por sinuosas vias
Resoluções

Não há retorno
Caminha-se à frente
Na névoa do destino
Retira-te o muro

Não carregues o peso
Das lágrimas derramadas
Insensatez amar um novo amor
Insensato coração

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Negação

Inspiro-te na noite
Lua cheia
Lua prateada
Tento esquecer a poesia

Rimas que se perdem
Belezas que não perduram
Caos que não arrefece
Tento esquecer a poesia

Sentimentos
Não se estabelecem
Não se curam
Tento esquecer a poesia

Vida que não caminha
Saudades que não se desfazem
Amigos que se recolhem
Tento esquecer a poesia

Sonho material
Grito engasgado
Pensamento que me confunde
Não quero esquecer a poesia

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Horas

Vórtices que sugam
A pureza dos poemas
A clareza dos sonhos
A retidão do caminho
Horas, tempo

Perpetuam minha perda
Sugam a esperança
Envolvem-me nas suas linhas
Encurtam minha solidão

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Rua

Caminho desconhecido
Traz encontros
De almas resignadas
Desconhecidas, cúmplices

Cada alma
Carrega sua dor, sua história
Uma lágrima, um sorriso

Durante um átimo
O momento é eterno
Não mais estranhos
Somos

Se sonhos fossem
Se estranhos fossem
Desconhecidos caminhos
A rua

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Sentidos

Ressentido
O sentido
Regurgitando o tempo

Minutos que surgem
Ressurgem
Ressentem-se

Sentindo
O sentido
Ressurgido

Inexorável é
O sentido
Sentido.

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Poetisa

Sonho acordado
Com suas lembranças
Devaneios

Farol iluminando
Os caminhos e descaminhos
Da alma
Pura, eterna

Realidade
Que se aproxima
Surge
Sugere

Tua obra, poetisa
Concreta, abstrata
Comove
E apaixona

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Ilusão

Rasgo os desejos
Por ti tempo
Rejeito-o
A outros desejo

Sentimentos
Que não tardam
Aonde foram?
Aonde estão?

Quero lucidez
Quero realidade
Não vos quero

Alucina-te
Deslumbra-te
Não és mais razão
Ilusão

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